O vice-prefeito de Curitiba e pré-candidato do PSDB ao governo do Estado, Beto Richa, disse ontem em Londrina que a confirmação da verticalização das alianças partidárias pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a ameaça do PFL de romper com o governo de FHC, pode prejudicar a sua candidatura.
‘‘Acredito que (a verticalização) veio em momento inoportuno, mas por outro lado é salutar e contribui para a democracia, moraliza o sistema partidário, é o prenúncio de uma reforma política. Estávamos encaminhando as conversações para construção de aliança, prioritariamente com o PFL, PPB e PTB. Agora só nos resta aguardar o plano federal’’, afirmou.
Com o possível fim da aliança PFL-PSDB, motivado pelo episódio da invasão da Polícia Federal na empresa Lunus, da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, pré-candidata do PFL à sucessão presidencial, e de seu marido, Jorge Murad, Beto aposta na estrutura do partido tucano para viabilizar a disputa ao Palácio Iguaçu. ‘‘O PSDB é bem-estruturado. Em última análise, temos estrutura suficiente para a eleição. Porém, não vamos desistir de alianças.’’
Com a indefinição das alianças, os nomes do deputado federal Rafael Greca e do secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski, ganham fôlego pela indicação do PFL na disputa pelo governo do Estado.

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