Curitiba - O ministro Paulo Bernardo, que já havia colocado seu nome à disposição do PT para o lançamento de uma candidatura própria do partido com vistas nas eleições de 2006, afirmou ontem que não deverá disputar o governo do Paraná. De acordo com ele, o ministério do Planejamento inviabiliza qualquer intenção política para o ano que vem. ''Eu considero que eu estou inviabilizado para uma candidatura majoritária. Acho mesmo que ficou inviável pensar no governo do Paraná. Mas continuo convicto de que o PT precisa ter um bom nome para a disputa'', defendeu o ministro.
Paulo Bernardo alega que não sobrará tempo para viagens pelo interior do Paraná em prol de uma candidatura. Mas admitiu que o nome dele sai fortalecido com a indicação e a posse no Ministério do Planejamento. ''É claro que o nome fica fortalecido. Mas quando pensamos em ter um candidato, sabemos sempre que é necessária uma preparação e viagens pelo interior do Estado. O meu trabalho de articulação eleitoral fica prejudicado com o trabalho intenso que terei na pasta do Planejamento'', disse. O ministro deu como exemplo, as viagens para o Japão e para a França, programadas para o começo de abril. Ele deverá se ausentar do Brasil por dez dias.
Em relação ao governo do Estado e as relações com o governador Roberto Requião (PMDB), Bernardo foi cauteloso. Admitiu as divergências existentes entre ele e o governador do Paraná. Mas garantiu que irá buscar um trabalho conjunto para atrair recursos e convênios importantes para o Paraná. ''Na posição de ministro, tenho que buscar um trabalho afinado com o governador. Até porque o governo federal tem parcerias com o Paraná na área da assistência social, da saúde, da habitação e do sanemanto básico. Além da agricultura familiar'', pontuou.
Apesar do aparente relacionamento amistoso, Requião ainda não entrou em contato com o novo ministro. Paulo Bernardo tentou ligar para o governador num telefone celular que Requião estaria usando na China. Mas só conseguiu conversar com o secretário de Estado de Indústria e Comércio, Luís Mussi. ''Tenho certeza que nosso diálogo (dele e de Requião) vai ser bom, mesmo que tenham alguns incêndios. Uma coisa é a discussão político-partidária. Outra coisa é a parceria entre o ministério e os estados'', considerou ele, lembrando que foi parabenizado até mesmo pelo prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB).(L.P.)

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