Candidatos vão buscar apoio de eleitos no primeiro turno
PUBLICAÇÃO
domingo, 08 de setembro de 2002
Agência Estado 
Brasília Mais da metade dos candidatos aos governos estaduais deve se eleger no primeiro turno das eleições. Pesquisas de intenção de voto divulgadas pelo Ibope indicam que, em pelo menos 14 dos 26 Estados, além do Distrito Federal, a eleição será definida em 6 de outubro. Os futuros governadores serão cabos eleitorais importantes para os dois candidatos à Presidência que disputarem o segundo turno das eleições. Mas nem Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, nem o tucano José Serra, nem Ciro Gomes, da Frente Trabalhista, terão hegemonia no apoio dos governadores eleitos.
Engalfinhados na luta pelo segundo lugar da corrida presidencial, os candidatos Ciro e Serra vão disputar palmo a palmo o apoio dos governadores eleitos em 6 de outubro. Em alguns desses Estados, o governador vencedor poderá dar apoio tanto ao tucano como ao candidato do PPS no segundo turno.
É o caso, por exemplo, de Minas Gerais, onde o presidente da Câmara e candidato ao governo estadual, Aécio Neves (PSDB), apóia Serra no primeiro turno, mas poderá ajudar na campanha de Ciro, caso ele chegue ao segundo turno contra Lula. Aécio está isolado na disputa estadual: tem 44% das intenções de voto. Em segundo lugar, Newton Cardoso, do PMDB, aparece com 14% dos votos.
O presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire (PE), está confiante de que a mesma situação se repetirá em Pernambuco, onde o governador e candidato à reeleição Jarbas Vasconcellos (PMDB) tem 64% das intenções de voto.
Freire acha que Jarbas poderá ser cabo eleitoral de Ciro, caso ele chegue ao segundo turno, apesar de o governador insistir em que a vaga será de Serra.
''O segundo turno é uma outra eleição e várias questões só serão resolvidas em função de quem for'', ressalta o presidente do PPS.
Tanto é assim que o apoio dos governadores ao candidato petista no segundo turno também poderão ser maiores ou menores, dependendo de seu adversário. Se o tucano for seu oponente, o provável governador da Bahia, Paulo Souto (PFL), e seu padrinho político, o ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), apoiarão Lula no segundo turno.
Presença certa até agora no segundo turno das eleições presidenciais, Lula tem, por enquanto, o apoio certo de três governadores que poderão se eleger já em 6 de outubro: Jorge Viana, do PT do Acre; Zeca do PT, de Mato Grosso do Sul, e Flamarion Portela, do PSL de Roraima.
Lula poderá contar, eventualmente, com a ajuda de Rosinha Matheus, do PSB do Rio. Ela aparece no levantamento do Ibope com 45% dos votos para o governo fluminense.
O presidenciável Anthony Garotinho (PSB), marido de Rosinha, já declarou que no segundo turno das eleições deverá votar em Lula. Mas aliados ainda põem em dúvida esta disposição do ex-governador, que está em pé de guerra com o PT do Rio e com a sua sucessora no governo do Estado e candidata à reeleição Benedita da Silva.


