Além dos velhos ''santinhos'' e repetitivos gingles difundidos em caixas de som, as campanhas eleitorais deste ano aderiram a tecnologia e apostaram pesado na progaganda virtual. Com o objetivo de atingir o máximo de eleitores em todas as regiões do estado, os cinco principais candidatos ao Palácio Iguaçu já colocaram no ar ou estão finalizando suas páginas na Internet.
Com a extensão específica ''can'' (de candidato), as páginas dispõem fotos, entrevistas, emissoras de rádio próprias, vídeos, currículos, agenda e correio eletrônico, onde o eleitor pode entrar em contato com a coordenação política da campanha e, se tiver sorte, ser respondido pelo próprio candidato.
A interatividade proporcionada pela Internet é um dos principais atrativos do site www.robertorequiao15pr.can.br, do candidato do PMDB, Roberto Requião. ''Uma das demandas mais fortes são de estudantes que pedem informações complementares para trabalhos de escola'', relatou o assessor de comunicação da campanha, Odenir Colombo.
De acordo com o assessor de imprensa, Wanderley Rebelo, o site do candidato do PPS, Rubens Bueno (www.rubensbueno23pr.can.br), vêm suprir o pouco tempo de horário eleitoral gratuito no rádio e televisão. ''Foi a alternativa de tentar chegar a um público maior. Sabemos que o público é diferenciado, é o formador e multiplicador de opinião.''
O candidato Alvaro Dias (PDT) também investiu na campanha virtual, com www.alvarodias.com.br. ''Acredito que todo mundo hoje tem acesso a Internet, que está razoavelmente popularizada'', disse o assessor de imprensa Leonardo Santos. Encarado como mais uma ferramenta de campanha, o site de Beto Richa, www.betoricha45pr.can.br, é o endereço mais novo entre os candidatos.
Roque Zimmermann (PT) é o único que não está na Internet. ''Pretendemos colocar no ar até o final de agosto. É um meio interessante para consultas, mas não é prioridade porque a maioria da população não tem acesso'', diz o assessor de comunicação, Fernando Oliveira.
Segundo a secretária judiciária do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Ana Flora França e Silva, a propaganda eleitoral na Internet deve obedecer as mesmas normas previstas na legislação para todos os meios de comunicação. ''Os provedores não podem dar privilégio para candidatos, com fotos na página de abertura, por exemplo. O conteúdo é de responsabilidade de quem for autor da informação, e portanto está sujeito a pedidos de suspensão da página ou direito de resposta.''

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