Candidatos usam depoimentos no último dia de TV
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quinta-feira, 04 de outubro de 2012
Loriane Comeli <br>Reportagem Local 
O último programa eleitoral gratuito na televisão da campanha dos candidatos a prefeito exibido ontem foi marcado por depoimentos emotivos de familiares e amigos, agradecimentos e o último pedido de voto. As propostas foram apenas mencionadas, mas sem uma discussão sobre elas. Apenas a candidata do PT, Márcia Lopes, produziu dois programas - um veiculado às 13 horas e o outro às 20h30.
No primeiro programa, a petista levou ao ar depoimentos de pessoas que a consideram a ''mais preparada e mais experiente''. A candidata prometeu ética, transparência e debater com a comunidade as decisões para a cidade. À noite, o programa frisou a última pesquisa de intenção de voto, afirmando que é a ''candidata com mais chances de ir para o segundo turno''. A própria Márcia disse: ''Todas as pesquisas nos colocam no segundo turno''. Última pesquisa Ibope revela, contudo, um empate técnico entre a petista e o candidato do PSD, Alexandre Kireeff. O ex-presidente Lula, a ministra Gleisi Hoffmmann (Casa Civil) e outros petistas também prestaram depoimento em favor da candidata.
Valmor Venturini (PSOL) se despediu pedindo o apoio de quem deseja a ''verdadeira mudança'' na política, agradeceu a contribuição de quem trabalhou na campanha e explicou a baixa qualidade técnica de seus programas televisivos. ''Ficou claro que nossos programas não ficaram tão bonitos quanto os das campanhas milionárias, mas é o preço para expressar com liberdade nossas propostas.''
O programa de Cheida (PMDB) exibiu imagens da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que veio a Londrina recentemente para apoiá-lo, e convidou os eleitores indecisos para um segundo turno. Também fez críticas aos oponentes, principalmente a Marcelo Belinati (PP), dizendo que ele, Cheida, não tem apoio de grandes grupos econômicos e financeiros e que não precisa perguntar a ninguém sobre que medidas tomar na administração porque tem experiência suficiente. ''Cheida não tem cara nova, mas tem as mãos limpas'', disse o narrador.
Kireeff usou seu tempo para agradecer a família e os aliados e discursou sobre ''o papel determinante do prefeito'' para a melhoria da qualidade de vida. Reafirmou a proposta de uma administração ''austera, com eficiência, planejamento e crescimento''. Tendo crescido significativamente nas últimas pesquisas, ele também conclamou os eleitores para um segundo turno, para que ''possamos discutir minuciosamente'' as propostas para Londrina.
Marcelo Belinati foi mais apelativo, levando ao ar trechos do primeiro programa, em que conta sobre a origem de sua família e a morte prematura do pai. Seu currículo foi exibido novamente. Mãe e esposa prestaram depoimento em favor do candidato. Médicos, o vice, Junker Grassiotto, e a eleitores falaram sobre a ''importância da vitória no primeiro turno'' para que as mudanças ''aconteçam mais rápido''. Ao final, Marcelo discursou, agradecendo os eleitores e afirmando estar preparado para assumir a prefeitura.
Barbosa Neto também apelou a depoimentos emotivos. Sua mãe contou sobre o entusiasmo do candidato com os estudos e com Londrina e disse que ele chorou no dia que em que foi cassado pela Câmara por infração político-administrativa. Ela também falou mal da imprensa e das ''pancadas'' que seu filho levou de adversários durante o mandato. Eleitores disseram que não acreditam nas denúncias feitas contra Barbosa e, em um trecho de um comício, o candidato fala que ''vamos dar o troco'' para os vereadores que o cassaram. Como música de fundo, o programa do pedetista ressuscitou o jingle de 2008: ''A gente vê na cara, a gente sente...''.


