Curitiba - Os candidatos ao governo do Paraná aproveitaram o terceiro debate na TV, transmitido na noite de segunda-feira pela Rede Independência de Comunicação (RIC), para ''explicar'' polêmicas. O candidato do PSDB, Beto Richa, disse que não chamou os professores do Estado de ''laranjas podres'', ao contrário do que teriam divulgado os militantes do seu principal adversário na disputa, Osmar Dias (PDT). ''Não seria inteligente da minha parte se referir assim aos professores. Meu adversário explorou de forma deturpada uma declaração minha'', disse o tucano no debate.
Beto sustenta que os ''laranjas podres'' mencionados em seu discurso no início do mês, em Apucarana, eram alguns chefes de núcleos da Secretaria de Estado da Educação, que ocupam cargos comissionados no Executivo e que estariam distribuindo cartas a professores com a intenção de convencê-los a votar contra ele. ''Não é minha família que tem histórico de maus tratos a professores no Paraná'', cutucou Beto, em referência ao episódio de repressão a uma manifestação de professores em 1988, na gestão Alvaro Dias (PSDB).
Outra explicação ao eleitor foi dada por Osmar, depois que Beto tratou da proposta, capitaneada no passado pelo pedetista ao Senado, que acabaria com a indenização de 40% do FGTS nos casos de demissão sem justa causa. ''Eu reconheci que a proposta prejudicava o trabalhador e retirei o projeto da pauta'', disse Osmar.
Os ataques entre os candidatos marcaram todo o debate, repetindo o que já tinha acontecido no último debate na TV, na Rede Massa. O candidato do PV, Paulo Salamuni, repetiu que sua legenda era a única que tinha pedido a cassação da cúpula da Assembleia Legislativa, envolvida em esquemas de nomeações de ''fantasmas''. Já Luiz Felipe Bergmann, do PSOL, também repetiu a tese de que as duas principais candidaturas representavam os mesmos interesses.
O próximo debate na TV acontece dia 28, na Rede Paranaense de Comunicação (RPC). Será o quarto e último debate antes do pleito.

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