Candidatos trocam críticas no horário eleitoral na TV
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terça-feira, 17 de outubro de 2006
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os programas eleitorais gratuitos de rádio e televisão estão cada vez mais críticos. Apenas uma proposta por dia é divulgada. O restante do tempo é utilizado para agressões pessoais ou políticas contra o adversário. Ontem, a propaganda do senador Osmar Dias (PDT) não foi diferente. Mostrou mais uma vez as ''brincadeiras'' feitas pelo governador Roberto Requião (PMDB) com mulheres. O novo vídeo apresentado ontem mostra Requião perguntando para enfermeiras do Hospital Pequeno Príncipe se elas são casadas e se elas costumam trair seus maridos. A postura de Requião foi caracterizada pelo programa de Osmar como desrespeituosa e com teor humilhante para as mulheres.
O tema emprego foi debatido com um diagnóstico do desemprego no Paraná. De acordo com os dados apresentados pelo programa, nos últimos meses a criação de novos empregos em Curitiba caiu 22%. A taxa de desemprego na capital paranaense seria de 13,7%, enquanto a média brasileira seria de 10,6%. Osmar Dias prometeu reverter o quadro com o Programa Primeiro Emprego. Personalidades apareceram pedindo votos, entre eles o ex-ministro de Saúde, José Serra.
O tom da propaganda de Requião não foi diferente. Acusou Osmar de se esconder, fugindo dos debates. O motivo das fugas seria uma combinação entre o fato dele não ter propostas para apresentar, ter medo do ''olho no olho'', não saber falar sem ler o discurso e não ter como dar respostas. O programa usou frases como ''respeito'' e ''verdade'', colocando mulheres para falar que votarão no atual governador. Personalidades campeãs de votos participaram do programa. Casos do deputado federal eleito Angelo Vanhoni (PT), do deputado estadual reeleito Alexandre Khury (PMDB) e da candidata petista ao Senado, Glesi Hoffmann.
O programa também trouxe projetos de Requião como o Luz Fraterna e o Leite das Crianças. Requião prometeu aumentar o Programa Leite das Crianças, abrangendo mulheres grávidas e mulheres que amamentam. O leite seria também distribuído para crianças com até quatro anos de idade. Nem Requião, nem Osmar, aparecem criticando diretamente o oponente. O papel do ataque pessoal fica para os locutores ou para terceiros.


