Candidatos terão que fazer rodízio na Rua XV de Novembro
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terça-feira, 13 de agosto de 2002
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba Partidos e coligações terão que respeitar a partir de amanhã um esquema especial de rodízio se quiserem manter barracas com material de publicidade na Rua XV de Novembro, centro de Curitiba. De acordo com resolução do juiz da 3 Zona Eleitoral, Luiz Osório Martins Panza, a via foi dividida em 19 pontos para acomodar os quiosques. Treze deles foram distribuídos entre os partidos e coligações dos 13 candidatos ao governo do Estado.
Eles terão que obedecer um rodízio diário e sequencial crescente durante 52 dias (até o dia 5 de outubro, véspera da eleição). Outros seis pontos foram distribuídos entre as coligações que poderão montar suas barracas por ordem de chegada.
Ontem, a primeira barraca a ser montada, por volta das 9h30, distribuía material do PT, como adesivos e panfletos. A vendedora Kerli Fernanda Nash, 19 anos, disse que há dois anos o partido trabalha no local. ''Não é justo termos que sair daqui. Sempre fomos os primeiros a atender a população neste ponto.'' Antes do final da manhã, dez barracas já estavam montadas na Boca Maldita, ponto de encontro da cidade, e dividindo espaço com os panfleteiros, propagandistas e cabos eleitorais.
Alguns candidatos preferem se apresentar aos eleitores pessoalmente. São os casos de Alexandre de Azambuja e José Edson Araújo Santos, candidatos a deputado estadual pelo PPS. Azambuja disse que resolveu fazer uma campanha de 70 dias nas ruas, ''em contato com a população''. Já Santos afirma que o eleitor precisa ver e conversar com o candidato. ''Não acho certo montar a barraca e pedir para que se distribuam santos e bonecos.''
O estudante Guarai Pereira Machado, passa a manhã na barraca do deputado estadual Hermes da Fonseca, candidato à reeleição. ''As pessoas ainda estão muito cruas nestas eleições. Elas não têm candidato, nem querem se informar sobre eles.''
Também na Rua XV, postes de iluminação estavam tomados pela propaganda petista. Os moradores reclamam da poluição visual. ''Está horrível'', criticou a estudante Paula Tavares, 13 anos. Já a secretária Dulcicler de Fátima Silva, 31 anos, acredita que o curitibano tem mais com o que se preocupar. '' Tem tanta coisa séria para ser ver nesta cidade, como trombadinhas. Não presto atenção nas propagandas políticas.''


