Candidatos temem prazo de licença
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quinta-feira, 30 de março de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
Restrições impostas pelo Regimento Interno da Câmara de Vereadores de Londrina podem prejudicar campanhas de alguns parlamentares municipais que pretendem disputar as eleições este ano. Conforme o vereador Tercílio Turini (PPS), pré-candidato a deputado federal, o regimento que segue a Constituição Federal prevê o licenciamento pelo práximo máximo de 120 dias por ano. Porém, até esse período, não é permitida a convocação dos suplentes. ''Pretendia me licenciar em agosto, setembro, mas com esse impedimento, estou repensando. Não podemos deixar a cadeira vaga, pode comprometer os trabalhos da Câmara'', argumentou Turini.
A ''barreira'' imposta pelo regimento também fez com que o pré-candidato a deputado estadual, vereador Paulo Arildo (PPS), desistisse de se licenciar. ''É uma barreira que impede os suplentes de assumir. Gostaríamos de estar nos ausentando nos próximos 15, 30 dias, para colocar em ordem a minha empresa para em julho começar a campanha'', disse. ''Se três pedirem licença, a Câmara fica praticamente com quórum desqualificado.'' Arildo garantiu que pretende votar o projeto que prevê a revogação da lei que condiciona a venda da Sercomtel à realização de um plebiscito, antes de se licenciar. ''Não sairia em hipótese alguma sem antes votar. É um compromisso que tenho com os funcionários da Sercomtel.'' Os suplentes de Arildo e Turini são Marcos de Freitas, que atualmente ocupa um cargo comissionado na Cohab, e o ex-vereador Carlos Kita.
Roberto Kanashiro (PSDB), que pretende disputar uma vaga na Assembléia Legislativa, disse que não deve pedir licença do cargo.


