Curitiba A sociedade está mais organizada e mais exigente. É essa a visão dos principais candidatos ao governo do Estado, que desde o início da campanha têm se desdobrado para ouvir as reivindicações e participar de reuniões com os mais diversos sindicatos, associações e organizações não-governamentais (ONGs) em geral.
Concorrendo ao governo pela segunda vez consecutiva, o senador Roberto Requião (PMDB) vê um crescimento na quantidade de convites para palestras e debates em entidades civis em relação à campanha anterior. ''Na minha opinião, isso é muito produtivo. O Estado possui uma massa crítica que tem que participar ativamente para retomarmos o crescimento'', analisa.
Não apenas entidades expressivas procuram os candidatos. Pequenas ONGs e grupos de indivíduos também procuram apresentar suas propostas. ''Gasta-se muito tempo de campanha ouvindo grupos que não são tão representativos. Seria mais dinâmico se as entidades menores reunissem suas reivindicações e apresentassem de uma vez'', diz o candidato do PT ao governo, Padre Roque Zimmermann.
Atender a todos os convites e ao mesmo tempo realizar comícios e carreatas acaba se tornando impossível para os candidatos. ''Nem sempre dá para atender a todos os compromissos. Tento prestigiar os convites das entidades mais representativas, e enviar outras pessoas para compromissos no mesmo horário'', explica Alvaro Dias (PDT).
Para Beto Richa, que disputa o Palácio Iguaçu pelo PSDB, o assédio das entidades civis faz parte da campanha. ''E é um processo que vai continuar durante o governo. Governar é saber ouvir e compreender as demandas da sociedade'', filosofa.

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