Candidatos revindicam indicação técnica ao TC
Curitiba - Pastor evangélico, advogado e contador, Antonio Hanauer, de 50 anos, deseja ser conselheiro por se sentir capaz e para representar os 35% de evangélicos existentes dentro do eleitorado paranaense. ''Sei que é um jogo de carta marcada. Mas resolvi tentar. Com outros postulantes, os deputados terão que explicar porque estão sendo corporativistas, escolhendo o Hermas para a vaga'', disse o candidato.
Augusto Canto Neto, atual diretor-presidente do Instituto Curitiba de Saúde (ICS), confessou que se candidatou para que a disputa fosse mais democrática. Ele se diz amigo de Hermas. ''Achei que seria saudável para o Hermas não ser candidato único. É uma questão de cidadania. Só enriquece a disputa.'' Sem partido, ele já foi diretor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC, durante a administração de Maurício Fruet), secretário de Obras de Curitiba (administrações de Rafael Greca e Jaime Lerner) e de Estado de Obras Públicas (no governo Jaime Lerner).
O professor universitário Jorge de Souza resolveu disputar o cargo para tentar sensibilizar os deputados estaduais. Afrodescendente, ele acredita que o cargo de conselheiro de TC deveria ser ocupado por técnicos e, não, por políticos. ''Nunca teve um negro no TC. A briga é muito grande porque não depende de mim e, sim, dos 54 deputados estaduais. Os parlamentares falam tanto em desigualdade social e aumentam a desigualdade'', declarou. Souza é professor de contabilidade e administração numa faculdade de Paranaguá.
O técnico da assessoria júridica do TC, Harry Avon, de 56 anos, também é contra a indicação de políticos para o cargo de conselheiro. Ele é a favor de concurso público. Avon trabalha desde 94 no Tribunal de Contas e iniciou na vida pública como assessor jurídico da Assembléia Legislativa em 1983. ''Conheço como ninguém o trabalho dentro do TC. Sabemos que o Hermas vai vencer a indicação, mas queremos marcar posição. Somos contrários a escolha da forma como tem sido feita'', disse ele.
O técnico em contabilidade e bacharel em teologia Waldemar Teodoro, que atualmente trabalha como assessor da Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab), acredita que possa vencer a eleição do TC por ser ''sangue novo''. Aos 41 anos, Teodoro se sente competente para assumir a vaga. ''Temos que olhar para os nossos sonhos e não para as dificuldades.'' Após a sabatina, Teodoro fez campanha nos gabinetes dos parlamentares.
Hoje também tem eleição para os cargos de presidente, vice-presidente e corregedor-geral do TC. A votação será às 14h, na Sala de Sessões. A posse, para um mandato de dois anos, será dia 11 de janeiro. Atualmente o TCE é presidido pelo conselheiro Heinz Herwig e tem como vice-presidente o conselheiro Nestor Baptista (candidato do governo do Estado para a presidência). Fernando Augusto Mello Guimarães é o corregedor-geral. (L.P.)





