Os candidatos à Prefeitura de Londrina Elza Correia (PMDB), Nedson Micheleti (PT) e Barbosa Neto (PDT) deram prosseguimento ontem à noite à série de encontros promovidos por oito entidades dos setores imobiliário e de construção civil da cidade. O evento foi realizado no auditório do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), onde anteontem também se apresentaram Félix Ribeiro (PMN) e Lázaro Gorini (PV), vice na chapa de Naudemar Nascimento.

Os candidatos tiveram uma hora para responder 10 perguntas formuladas pelos oito parceiros, expor planos de governo e debater com a platéia, composta por pouco mais de 50 pessoas. Entre elas, no horário destinado a Nedson, estavam o secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, a presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Rosimeiri Suzuki de Lima, e o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) e secretário municipal de Obras, Aloysio de Freitas.

No segundo dia, a tônica foi dada pelas críticas a uma suposta morosidade no atendimento e falta de estrutura física de órgãos técnicos, como o Ippul, e à municipalização dos serviços de água e esgoto, hoje a cargo da Sanepar.

Elza afirmou ter uma ''tendência à municipalização da água'', assunto que garantiu não estar descartado em um eventual governo, mas frisou que não deve ser tratada de imediato. ''Há que se fazer um debate amplo com a sociedade sobre isso'', apontou.

Quanto ao tema, Nedson frisou, com ressalvas, a intenção dos petistas de controlar totalmente o serviço. ''Não se faz isso de uma hora para outra. Precisamos de grupos que operacionalizem até que o município tenha plenas condições de assumir a responsabilidade'', destacou.

Já Barbosa foi taxativo: se eleito, não tem intenção alguma de tomar para o poder público municipal a realização da tarefa. ''Essa responsabilidade é do Governo do Estado. Faremos uma cláusula contratual garatindo que ele cumpra metas de qualidade e preço; se isso não foi feito, podemos pensar em encampar'', disse.

A respeito da reestruturação do Ippul e da demora administrativa apontada pelas entidades na aprovação de projetos, o atual prefeito discordou e devolveu a crítica: ''Estamos informatizando toda a administração. Se há demora, há também de quem elabora esses projetos'', rebateu. Elza discordou. ''A situação do Ippul é caótica, precisa de gente e material'', ponderou. Barbosa não divergiu muito da peemedebista: ''A reestruturação do Ippul precisaria ser feita hoje. Como um radialista ocupa a direção técnica?'', questionou. Diretor presidente (e técnico) do órgão, Aloysio de Freitas foi irônico. ''Sou engenheiro, acho que ele se enganou'', comentou, para completar: ''O radialista em questão é o Márcio Mello'', corrigiu. Mello é diretor administrativo do Instituto.

Hoje é o terceiro e último dia do encontro, com os candidatos Alex Canziani (PTB) e Luiz Carlos Hauly (PSDB). Antonio Belinati (PSL) disse que não vai participar.

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