O candidato Nedson Micheleti (PT), que venceu o primeiro turno das eleições para prefeito de Londrina, disse ontem que pretende repetir a estratégia usada até agora, priorizando o corpo a corpo. ‘‘Queremos debater sobretudo com eleitores que votaram nos outros três candidatos e chamá-los para somar à nossa campanha. São cerca de 100 mil pessoas’’, destacou.
A definição do rumo tomado no segundo turno foi decidida ontem à tarde em reunião com a coordenação da campanha. O petista ponderou que todo apoio será bem vindo mas que não procurou nem pretende procurar partidos ou candidatos derrotados. ‘‘O apoio é uma opção dos candidatos. Fizemos tantos debates durante a campanha que, hoje, nos conhecemos muito bem. Por isso, eles já devem estar fazendo essa análise’’, avaliou.
O candidato do PDT, Barbosa Neto, disse também que não pretende mudar de estratégia de campanha para o segundo turno porque ‘‘em time que está ganhando, não se mexe.’’ Ele afirmou que não procurou nem discutiu com nenhum outro candidato a formalização de apoios. O candidato pretende aguardar que essa definição ocorra ‘‘naturalmente’’. ‘‘E se alguém quiser nos dar o apoio, com certeza nos procurarᒒ, avaliou.
Barbosa disse ainda que não acredita que os apoios acenados a Nedson no segundo turno – como os de Elza Correia (PMDB) e Luiz Carlos Hauly (PSDB) – possam influenciar a cabeça do eleitor. ‘‘Já ficou comprovado que essa transferências de votos não é integral. Aliás, pode até atrapalhar’’, destacou – citando o apoio do prefeito cassado Antonio Belinati (PFL) a Farage Kouri, do mesmo partido. (L.H. e Lucilia Okamura)

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