Curitiba - Sem deixar as alfinetadas de lado, os candidatos ao Senado também falaram da necessidade de uma reforma política. ''Não conseguimos apoio da base do governo federal para fazer a reforma política'', justificou Gustavo Fruet (PSDB). A petista Gleisi Hoffmann (PT) devolveu a alfinetada, lembrando que o tucano também cumpriu mandato na Câmara quando FHC conduzia o Executivo.
Fruet falou ainda da dependência do Congresso Nacional em relação ao governo federal. Segundo o tucano, a Câmara e o Senado se tornaram ''reféns'' da agenda do Executivo. O candidato do PSOL, Luiz Piva, foi além: ele sugere fechar o Senado, que seria ''uma invenção do século XIX para acomodar coronéis''. ''Em democracias consolidadas, é utilizada apenas uma Casa legislativa'', defende ele.
A Assembleia Legislativa (AL) do Estado também foi assunto no debate. Gleisi acabou tendo que responder aos questionamentos do inscrito pelo PV, Rubens Hering que, assim como o candidato da mesma legenda ao governo do Estado (Paulo Salamuni), carrega a bandeira da cassação do presidente da AL, Nelson Justus (DEM), e do primeiro secretário da Casa, Alexandre Curi (PMDB), por conta dos últimos escândalos de funcionários ''fantasmas''.
Segundo Hering, há um ''silêncio sepulcral'' sobre o assunto. Ele sugere ainda que o motivo é porque todos teriam ''rabo preso''. ''Você acredita que são só os dois (os responsáveis)? Não pode ocorrer uma fulanização do problema. Se for para tomar essa medida (cassação), então tem que afastar outros também'', respondeu Gleisi. (C.S.)

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