Os candidatos do PT e do PPS produziram verdadeiros milagres financeiros. Enquanto Fernando Henrique gastou R$ 145 mil com veículos (aluguel de carros e gastos com combustíveis), Lula gastou R$ 7 mil e Ciro, por sua declaração, deve ter andado muito a pé, pois tudo lhe saiu por R$ 192. Esse dinheiro mal paga uma corrida de táxi de ida e volta entre o Aeroporto de Guarulhos e o centro de São Paulo.
É possível encontrar curiosidade semelhante no item alimentação. O pessoal da campanha de Fernando Henrique consumiu R$ 150 mil em lanches e refeições, o da de Lula não foi tão feliz diante dos gastos de R$ 16 mil que ele fez e o de Ciro Gomes, no mínimo, morreu de fome: o PPS declarou ao TSE que não teve despesas com alimentação.
Em resumo: o PSDB declarou ter gasto R$ 45,9 milhões e arrecadado em doações e contribuições R$ 43 milhões, o que resultou em um déficit de quase R$ 3 milhões. O partido agora é suspeito de ter arrecadado cerca de R$ 10 milhões a mais e omitido isso na declaração que apresentou ao tribunal. A estimativa de gastos dos tucanos era de R$ 65 milhões. O PT admite despesas de R$ 3,9 milhões e que arrecadou R$ 2,032 milhões, tendo coberto seu déficit basicamente com recursos públicos do Fundo Partidário. O partido, portanto, gastou muito menos que os R$ 15 milhões que havia previsto.
O PPS de Ciro Gomes imaginava que arrecadaria o suficiente para gastar R$ 23 milhões e acabou declarando ao TSE uma verdadeira mágica contábil em matéria de precisão: a campanha arrecadou em doações e contribuições exatamente R$ 1.018.591,73 e gastou R$ 1.018.568,69, o que resultou num saldo positivo de R$ 23,04 em caixa.

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