Os oito candidatos a prefeito de Londrina poderão gastar até R$ 7 milhões e 22 mil nas eleições deste ano. Essa é a soma dos valores registrados na Justiça Eleitoral pelos partidos e coligações como limite a serem aplicados nas campanhas até o segundo turno das eleições, no dia 31 de outubro.
A coligação ''Bem Londrina'', formada pelo PT, PL, PSC, PHS, PCdoB, PCB, PTN e PAN, do candidato a reeleição Nedson Micheleti (PT) registrou a maior previsão de gastos, R$ 2,5 milhões. Nas eleições de 2000, em que Nedson conquistou seu mandato, a previsão registrada na Justiça Eleitoral foi de R$ 325 mil. No primeiro turno, foram gastos R$ 150 mil. ''Este ano o PT tem o maior tempo de TV (propaganda eleitoral gratuita no rádio e TV) de todos os partidos e em 2000 tínhamos o menor'', justificou o presidente do diretório municipal do PT, Jacks Dias. ''Colocamos quanto custa todo processo. Somos realistas. Tenho certeza que vou para o segundo truno e a previsão de gasto é para o segundo turno também'', disse Nedson.
O deputado Alex Canziani (PTB), da coligação ''14, Londrina muda para melhor'', do PTB, PRP e Prona, registrou R$ 980 mil como limite de gastos na campanha.
A coligação ''Londrina Melhor'', formada pelo PSDB, PFL, PSB, PSDC e PTdoB, do candidato Luiz Carlos Hauly (PSDB), registrou R$ 932 mil, valor bem próximo à previsão de gastos nas eleições de 2000, em que Hauly também disputou a prefeitura. Na ocasião, a previsão era de R$ 990 mil e foram gastos no primeiro turno R$ 343 mil. ''Os programas de televisão são o maior gasto. Pretendo dar publicidade de toda arrecadação e despesa durante a campanha'', disse Hauly.
Homero Barbosa Neto (PDT), da coligação ''100% Londrina'', formada pelo PDT e PPS, declarou que pretende gastar até R$ 850 mil na campanha. O valor da campanha deste ano foi bem mais modesto do que o registrado como previsão em 2000, R$ 3 milhões, em que Barbosa foi derrotado no segundo turno por Nedson. Há quatro anos, a campanha de Barbosa custou cerca de R$ 530 mil. ''Vamos gastar mais em impressos, combustível e nos programas de TV. São os três mais caros.''
A candidata a prefeita pela chapa ''Coragem Londrina'', Elza Correia (PMDB), também declarou R$ 850 mil como limite de gastos nas eleições. ''Não temos esse dinheiro. Esse é o teto máximo mas vamos ter que buscar doações junto aos amigos, apoiadores da campanha e aquelas pessoas que entenderem que a nossa proposta é viável'', disse.
A coligação do PSL e PP, ''Belinati 17 - Aliança do Povo'', do candidato Antonio Belinati (PSL), registrou R$ 490 mil como teto para as despesas da campanha.
O candidato do PMN, Félix Ribeiro, da coligação ''Londrina feliz'', do PMN e PHS, registrou R$ 400 mil.
Contrariando as altas cifras dos concorrentes, o PV, do candidato a prefeito Naudemar Nascimento, registrou uma previsão de gastos bem mais modesta, R$ 50 mil. ''Mas dificilmente vamos chegar a isso. A previsão é de gastar no máximo R$ 20 mil. Não vamos ter de onde tirar tanto dinheiro em tão pouco tempo. A campanha vai ser só no corpo a corpo'', disse.
Nas eleições de 2000, em que cinco candidatos disputaram a Prefeitura de Londrina, o limite de gastos registrado foi de R$ 9 milhões e 15 mil.

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