RONDON - A quatro dias da nova eleição que vai definir o próximo prefeito de Rondon (a 110 quilômetros de Umuarama), no Noroeste do Estado, os dois candidatos intensificam o corpo-a-corpo pelo voto dos 612 eleitores que terão de voltar às urnas no próximo domingo. O único material de campanha que os candidatos podem utilizar são os santinhos. Os comícios foram proibidos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
A decisão de nova eleição no município foi tomada por unanimidade pelos juízes do TRE. O ex-chefe de gabinete da prefeitura, José Augusto Massambani (PMDB), venceu em 3 de outubro com uma diferença de 361 votos em relação ao comerciante José Giacomini (PFL-PDT). A coligação de Giacomini acusou o grupo de Mossambini de ter fraudado as eleições. Numa das duas urnas posteriormente anuladas pelo TRE foi encontrada o voto de Marilene Lopes Cruz, que morreu no dia 10 de junho último. Em outra urna constam as assinaturas de 250 eleitores, mas foram apurados 262 votos. ‘‘É muita irregularidade e não podíamos aceitar uma derrota assim’’, disse Rui Mertz, delegado do PFL em Rondon e partidário de Giacomini.
Diante da indefinição política em Rondon, o município está sendo administrado pelo presidente da Câmara, Anivaldo Cuco, (PMDB). Ele foi empossado no último dia 1º ,logo após o pedido de licença do prefeito eleito José Augusto Massambini, que chegou a ficar no cargo por uma hora.

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