Chegou a era do santinho virtual. Se em 1994 a Internet apenas engatinhava e em 1996 poucos utilizaram a rede, em 1998 praticamente todos os candidatos às eleições majoritárias e grande parte dos proporcionais já aderiram ao palanque eletrônico. Apesar de, em números, ser pequeno o alcance - cerca de 2 milhões de pessoas - candidatos e produtores de home pages apostam no potencial formador de opinião dos internautas. Sem contar que é muito mais barato que a tradicional propaganda em papel.
‘‘Se alguém encontra o site ou o anúncio, vai contar para 20’’, diz o engenheiro eletrônico Ricardo Viana, que cobra R$ 90 para criar um anúncio para candidatos. O anúncio é um ‘‘santinho’’ como qualquer outro, com foto, nome e número do candidato, além de um pequeno texto, mas que pode ser visualizado nas cores permitidas pelo computador.
O PT é uma espécie de pioneiro entre os partidos a utilizar a Internet. Hoje, quase toda a bancada federal do partido tem endereço eletrônico. Na página do partido pode-se acessar o site do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva, com informações e curiosidades, como a letra do ‘‘Rap do Vagabundo’’, ironizando a frase de FHC sobre os aposentados com menos de 50 anos. O presidente, aliás, ainda está com sua página em construção .
A página de Ciro Gomes oferece para quem comprar um livro com propostas para o Brasil um kit com material de campanha. Enéas Carneiro possui uma página enigmática. Traz apenas ‘‘Enéas presidente 98’’ e um pontinho minúsculo que, acessado, mostra estranhas estatísticas em inglês.

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