Curitiba - O candidato do PPS ao governo, deputado federal Rubens Bueno, arrancou aplausos do público formado basicamente por estudantes e profissionais do Direito no primeiro debate realizado entre os principais candidatos ao cargo. O encontro foi promovido pela Universidade Tuiuti do Paraná na noite de terça-feira, durante o Congresso de Ciências Jurídicas. A demonstração de satisfação da platéia veio quando Bueno disse que mais do que apresentar propostas, queria deixar claro que pretende mudar a relação existente hoje na política, marcada pela corrupção.
''Quero discutir uma nova política, contra essa política atrasada, corrupta e nojenta que está no Paraná e no Brasil'', discursou. Ele citou os casos do caixa 2, envolvendo o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL); das prefeituras de Londrina e Maringá, ambas envolvidas em irregularidades; e a atitude do próprio presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que segundo Bueno ofereceu vantagens aos deputados federais para evitar a continuidade da CPI da Corrupção.
Bueno disse ainda que tem ''o DNA do Paraná'', porque para elaborar seu plano de governo realizou seminários em todas as universidades do Estado, elaborou uma apostila junto aos segmentos produtivos do Estado e desenvolvou o projeto Fala Paraná, que ouviu 60 mil pessoas através de entrevistas. ''Nosso programa de governo foi democraticamente eleito'', enfatizou.
O candidato do PSDB, Beto Richa, também conquistou a simpatia da platéia ao garantir que no seu governo não vai insistir na privatização da Copel, idéia criada e descartada pelo seu principal cabo eleitoral, o governador Jaime Lerner (PFL). O filho de José Richa disse ainda que a Copel será uma parceira estratégica no seu governo para estimular o desenvolvimento industrial do Estado. Prometeu aumento salarial aos professores porque a educação também será prioridade no seu governo. ''Não quero fazer promessas demagógicas e dizer que vou dar um aumento de 100%, 200%, 300%. Mas quando assumirmos faremos um levantamento da situação e daremos ao professor um salário que lhe permita trabalhar com tranquilidade.''
Ex-secretário de Fazenda, Giovani Gionédis (PSC) criticou os demais candidatos porque eles fazem promessas mas não explicam de onde tirarão recursos para cumprí-las. Prometeu enxugar a máquina administrativa do Estado e com isso conseguir uma economia de 20% na folha de pagamento, o que representaria R$ 1 bilhão para investimento nas áreas básicas como saúde, educação e segurança. Gionédis também explicou que pretende unificar as polícias e melhorar o salário dos policiais paranaenses.

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