Os candidatos a prefeito de Curitiba, Londrina e Maringá fizeram uma pausa na agenda ontem para que pudessem se preparar para o debate que iria ao ar à noite nas emissoras afiliadas à Rede Globo. Foi o último embate dos candidatos. Em Londrina, a campanha foi notadamente marcada por debates em emissoras de televisão, escolas e entidades de classe.
  Além da TV Coroados, os concorrentes de Londrina Nedson Micheleti (PT) e Homero Barbosa Neto (PDT) se encontraram pela manhã nos estúdios da Rádio Universidade FM, onde responderam a perguntas dos ouvintes. Depois, tiveram uma agenda mais tranqüila e o petista pôde almoçar com a família – coisa rara nos últimos quatro meses de campanha.
  À tarde, Nedson chegou a gravar as últimas participações no programa de televisão do horário eleitoral e fez uma rápida visita à Folha. No final da tarde, ele ainda teve tempo para se reunir com a coordenação da campanha e discutir o debate na televisão.
  Barbosa Neto também passou parte da tarde reunido em seu apartamento com o candidato a vice, Assad Jannani (PPB), e o presidente estadual do PDT, Nelton Friederich. Tudo para se preparar para o debate da noite. De fato é um momento raro, geralmente a essa hora a gente está na rua, fazendo campanha, disse o pedetista, por volta das 16 horas.
  Na reta final, Nedson e Barbosa disseram estar confiantes no resultado das urnas e satisfeitos com o bom nível da campanha eleitoral. Até agora eu só posso elogiar o comportamento do adversário. As discussões foram no campo político, sem ataque pessoal, afirmou o petista.
  O nível até nos surpreendeu, sobretudo no segundo turno. Foi uma campanha limpa, calcada no debate de idéias e propostas, concordou Barbosa. Foi um marco para a política londrinense e espero que essa seja a tônica dos próximos pleitos, emendou.
  Nedson disse que não tem idéia de quanta sola de sapato gastou durante os quatro meses de campanha. Ele dispensou os comícios por causa dos altos custos e em favor do corpo a corpo com o eleitorado. O petista saiu da última colocação nas pesquisas de intenção de voto para a vitória no primeiro turno e liderança das pesquisas no segundo. Andamos por toda a cidade, dia e noite, tentando cobrir todas as áreas, assegurou.
  Para ele, depois da decepção com tantos escândalos de corrupção em Londrina, que culminou com a cassação do prefeito Antonio Belinati (PFL), grande parte do eleitorado percebeu que o gasto exagerado na campanha pode significar compromissos com grupos econômicos que serão cobrados após a eleição. A cidade queria uma mudança na forma de se fazer política. Era um sentimento latente que a nossa campanha absorveu, avaliou.
  Barbosa Neto concordou que a crise política trouxe uma vazio de lideranças políticas na cidade. Isso foi uma das coisas que mais me chamaram a atenção nessa campanha. Existe hoje uma carência muito grande de lideranças que espelhem os anseios da população, afirmou.
  Ao contrário do petista, Barbosa optou pela fórmula tradicional de campanha e dividiu o corpo a corpo com os comícios. Ele avalia que foram pelo menos 150 comícios nos últimos meses. O comício para uma campanha é indispensável, pelo menos na nossa visão de uma candidatura popular, disse. E jamais imaginei que pudesse mobilizar tantos voluntários, com tantos comitês espalhados pela cidade.
  Hoje, tanto Nedson quanto Barbosa concentram os últimos esforços para conquistar o voto do londrinense para a eleição de amanhã. O candidato do PT começa o dia na feira livre da Rua São Vicente e, por volta das 11 horas, pretende fazer visitas no comércio da área central. No Calçadão da Avenida Paraná, o petista pode até se encontrar com o adversário, Barbosa Neto, que também agendou visita ao comércio central, além de bairros da cidade.

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