Ao contrário de boa parte dos encontros dos últimos dias, os cinco candidatos à Prefeitura de Londrina travaram um debate ‘‘civilizado’’, anteontem à tarde, na TV Londrina (Rede Bandeirantes). A fórmula encontrada pela emissora, com jornalistas da casa fazendo perguntas sobre temas específicos, não deu muita chance para ataques pessoais.
A disputa maior ficou por conta dos cabos eleitorais, que se acotovelaram do lado de fora da emissora. Não faltaram bandeirinhas, faixas e palavras de ordem.
As agressões ficaram nas entrelinhas. Luiz Carlos Hauly (PSDB), que lidera as pesquisas, foi o mais atingido. Ex-vice-líder do governo na Câmara, ele tentou responder críticas sobre a frágil situação econômica do País. ‘‘Se você quer discutir governo federal, se candidate à Presidência da República’’, rebateu, quando Barbosa Neto (PDT) perguntou o que ele achava de o governo FHC socorrer (com R$ 82 bilhões) bancos de ‘‘corruptos e falidos.’’
Luiz Eduardo Cheida (PMDB) também tentou atacar Hauly mas, por causa das regras, não conseguiu. O alvo, então, foi Farage Kouri (PFL) – apoiado pelo prefeito cassado Antonio Belinati (PFL). ‘‘Eu já administrei Londrina depois do prefeito cassado e no segundo mês de governo não tinha dinheiro para pagar a folha’’, criticou. ‘‘O Belinati me disse que teve azar de entrar depois de você porque parece que ele teve de pagar o 13º salário que você não pagou’’, rebateu Farage. Nedson Micheleti (PT) evitou ataques.

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