Curitiba Os candidatos ao governo do Paraná abriram a última semana de horário eleitoral gratuito no rádio e na tevê explorando erros mútuos. O candidato do PMDB, Roberto Requião, usou imagens de recente debate da TV Bandeirantes para mostrar que Alvaro Dias (PDT) confundiu o Fundef (Fundo para o Desenvolvimento do Ensino Fundamental) com fundo para agricultura. O pedetista revidou, contestando números fornecidos pelo peemedebista, no mesmo debate, para a construção da Ferroeste.
O programa de Alvaro mostrou o ex-vice-governador de Requião (gestão 1990-1994) Mario Pereira, dizendo que a obra custou US$ 300 milhões, enquanto Requião disse que o custo havia sido de US$ 174 milhões. ''Foi a obra mais barata'', disse o candidato do PMDB. Alvaro defendeu ainda uma auditoria sobre o assunto, porque o povo ''pagou 75% a mais pela Ferroeste''.
Além de se aproveitarem de deslizes um do outro, os candidatos mostraram cenas alegres, de comícios e carreatas. O PMDB aproveitou o apoio do presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula gravou cenas pedindo voto para Requião e agradecendo ao paranaense os votos que obteve no Estado. As declarações de Lula também apareceram na propaganda no rádio.
Alvaro, usando tema já bastante trabalhado durante o primeiro turno, voltou a mostrar cenas de trabalhadores que trocaram o campo pelas grandes cidades, em busca de emprego, e agora preferem fazer o caminho de volta. Alvaro promete incentivar esse retorno. Ele encerrou seu programa mostrando dois eleitores declarando voto a ele. Para presidente, um votaria em Lula e outro em José Serra (PSDB).
Já no horário reservado aos presidenciáveis, o tucano José Serra não desiste de convocar Lula para o debate. Serra foi incisivo. ''Não vejo clareza (de propostas) na campanha do meu adversário'', disse. Em relação à política econômica, Serra acusou Lula de dizer uma coisa para o povo e outra para os empresários. ''Lula não é um demônio nem um santo. É um candidato como eu.''
Lula não rebateu os ataques. Usou o programa de ontem para debater suas propostas da área da saúde. ''O doente se sente humilhado, pedindo favor para ser atendido'', comentou.

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