Candidatos evitam críticas pesadas na TV
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terça-feira, 20 de agosto de 2002
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba Na estréia do programa eleitoral gratuito na tevê, no início da tarde de ontem, os candidatos à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) concentraram as promessas no calcanhar de Aquiles do Planalto: emprego e segurança. O tom dos discursos foi ameno. Ninguém criticou o governo federal de forma mais aberta.
Não foram só os candidatos com discurso de oposição que prometeram, em linhas gerais, melhorar as condições de emprego e segurança. O candidato de FHC, o ex-ministro da Saúde José Serra (PSDB) também deu às áreas de trabalho e segurança status de viga mestra em seu plano de governo.
O ex-governador do Rio de Janeiro Antonhy Garotinho, do PSB, foi o primeiro a aparecer e prometeu elevar o salário mínimo para R$ 280,00, se eleito. Também, como Juscelino Kubitschek e Getúlio Vargas, fui chamado de demagogo, disse, referindo-se às críticas que tem recebido nos últimos dias por seus adversários.
O candidato petista, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a decisão da Petrobras de construir três novas plataformas fora do País. Segundo ele, o País vai perder cerca de 25 mil empregos em três anos. Se eu for eleito, tudo que puder ser feito no Brasil será feito aqui.
O programa montado pela equipe de Serra tentou desvincular a imagem do tucano de candidato da elite. Serra foi apresentado como filho de fruteiro e dona-de-casa. Participaram do programa de Serra artistas conhecidos, como o apresentador Gugu Liberato e a cantora Ela Ramalho.
Já os marqueteiros de Ciro Gomes, da Frente Trabalhista (PPS-PDT-PTB), optaram por mostrar imagens do candidato e de sua namorada, a atriz Patrícia Pillar, no meio do povo. Ele estreou na TV sem emitir uma única palavra.
Os nanicos aproveitaram o horário eleitoral para se fazer conhecer. Ousado, o candidato do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, adotou proposta de impacto. Prometeu salário mínimo de R$ 1.500,00. Já o candidato do PSTU, Zé Maria, não quer que o Brasil vire uma Argentina. O Partido da Mobilização Nacional (PMN) não participou do primeiro dia de programa. No tempo reservado ao partido, o eleitor viu apenas um fundo azul.
Ontem também foi a vez de os candidatos paranaenses a deputado federal pedirem votos na televisão e no rádio. Como o tempo é pequeno, eles correram contra o relógio para apresentar-se e tentar passar, de forma resumida, o melhor de suas propostas. Ele limitaram-se a pedir votos para suas coligações, citando os candidatos ao governo e ao Senado, em alguns casos. Os candidatos que já ocupam ou ocuparam cargos públicos aproveitaram para dizer ao eleitor o que fizeram.
Hoje é a vez dos candidatos ao governo, a senador e a deputado estadual apareceram no programa eleitoral.


