Curitiba Tanto Alvaro Dias (PDT) quanto Roberto Requião (PMDB) preferem não anunciar como certo nenhum apoio. Isso porque a maioria dos partidos tem candidato próprio ao governo e eles não querem criar arestas nem melindres na reta final da campanha.
Alvaro, líder de intenções de voto conforme a pesquisa Ibope, disse que, enquanto não passar o primeiro turno, não vai falar sobre o segundo. ''Enquanto o primeiro não estiver liquidado, não vou cogitar estratégias futuras'', esquivou-se. O candidato acredita que pode sair vitorioso em 6 de outubro. Ele tem o respaldo de seis partidos, desde que lançou sua candidatura: PDT, PTB, PPB, PTN, PRP e PTdoB.
Já Requião, que encabeça chapa pura, acredita que num eventual segundo turno poderá contar com o apoio do PT e do PPS e talvez até com setores do PSDB. Oficialmente, o PT prefere apostar que seu candidato, Padre Roque Zimmermann, chega ao segundo turno. Rubens Bueno (PPS) também acredita que passará do primeiro turno. ''Quero que alguém pense em me apoiar'', declarou Bueno.
Requião disse que não está conversando com lideranças de outras siglas sobre um segundo turno, mas admitiu que está mantendo a política da boa vizinhança com ''pessoas sérias''. O peemedebista não perdeu a chance de provocar o adversário: ''O Alvaro terá o apoio do (governador) Jaime Lerner (PFL) no segundo turno''.
Requião pode acabar com uma lista de apoios semelhante a das eleições de 1998, quando concorreu ao governo. Na época, teve o respaldo do PMDB, PDT, PT, PCB, PAN, PRTB, PSN, PMN, PV e PCdoB. No mesmo pleito, quando foi eleito senador, Alvaro teve o apoio do PSDB, seu partido anterior, e do PSDC.

mockup