Candidatos estréiam e evitam confrontos
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terça-feira, 15 de agosto de 2006
Fábio Cavazotti<br> Reportagem Local 
A primeira aparição no horário gratuito de rádio e televisão foi utilizada pelos candidatos à presidência da República para se apresentar ao eleitorado - com exceção do presidente Lula, que preferiu falar de seu próprio governo. As estratégias adotadas pelas coordenações de campanha não contemplaram qualquer plano de governo.
Em tom ameno, os candidatos evitaram confrontos e procuraram demonstrar preocupação com o tema educação. A garantia de continuidade do programa Bolsa Família também foi constante durante as inserções dos sete candidatos, que se apresentaram na seguinte ordem - Heloísa Helena (Psol), José Maria Eymael (PSDC), Geraldo Alckmin (PSDB), Rui Pimenta (PCO), Cristóvam Buarque (PDT), Luciano Bivar (PSL) e Lula (PT).
A senadora Heloísa Helena foi mostrada como a ''candidata guerreira'' nascida em família humilde do Nordeste. ''Sou igual às mães que ensinam aos filhos a não roubar'', disse. José Maria Eymael, em tom fleumático, garantiu que a eleição é a grande oportunidade de mudar o processo que ''esmaga e empobrece a população''.
O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, com o lema ''Geraldo Presidente'', apresentou-se como o candidato que pode resolver os problemas do país com ''competência e honestidade'' e priorizou suas ações à frente do Palácio Bandeirantes. Alckmin fez referências moderadas à corrupção no governo petista e garantiu que dará continuidade ao programa Bolsa Escola.
O candidato operário, Rui Pimenta, apresentou suas propostas para o trinômio: trabalho, terra e salário. ''Vamos instituir o salário vital de R$ 1.900 para todo trabalhador. Além disso, quero adotar a jornada de 35 horas semanais de trabalho e criar milhões de novos empregos.''
O senador Cristóvam Buarque concentrou-se na educação - tema prioritário de sua campanha. ''Juscelino Kubistchek foi o presidente do desenvolvimento. Quero ser agora o presidente da educação.''
O empresário Luciano Bivar ocupou seu tempo para criticar um jornal de São Paulo sobre critérios para participação em debates.
O último a aparecer foi o candidato à reeleição, Luis Inácio Lula da Silva, que voltou a lembrar sua origem humilde e trajetória sindical, e exibir suas ações frente ao governo. Com o bordão 'Lula de novo, com a força do povo', o programa falou sobre as medidas econômicas, sociais e infra-estruturais dos últimos quatro anos. Com três apresentadores representando diversas etnias, o presidente disse que criou 6 milhões de empregos e ajudou a conquistar a auto-suficiência em petróleo. Lula não se referiu ao escândalo do mensalão e outros casos de corrupção em seu governo.


