Candidatos enfocam programas para crianças
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
Agência Brasil 
São Paulo - No dia das crianças, comemorado ontem, os pequenos foram tema dos dois candidatos à Presidência: Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Ele defendeu que seu programa de governo está centrado na figura da criança brasileira. Para mim, a criança ocupa um lugar central numa política de governo. Até mesmo antes de nascer, disse, citando o programa Mãe Brasileira, que propõe atendimento às gestantes. É um programa que começa quando a mulher dá a vida até quando a criança completa um ano, com assistência à saúde completa, afirmou, após assistir à tradicional missa das 10 horas em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil, na cidade de Aparecida, no Vale do Paraíba.
O candidato tucano também foi perguntado sobre o caso do ex-diretor do Dersa, Paulo Souza, conhecido como Paulo Preto, acusado de ter sumido com R$ 4 milhões que teriam sido arrecadados durante a campanha do PSDB. O Paulo Souza não está trabalhando na área de finanças da campanha, não recolheu dinheiro que não chegou à campanha. E eu teria sabido. Se eu sou o candidato, eu saberia. Isso não aconteceu. Não existiu nenhum desvio, afirmou.
Durante a missa das 10 horas da manhã, que contou com a presença de cerca de 35 mil fiéis, o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), leu um texto biblíco e a mulher de Serra, a chilena Monica Serra, recebeu uma imagem de Nossa Senhora com o pedido de que esta seja encaminhada para os 33 mineiros chilenos que seriam resgatados na noite de ontem. O candidato José Serra chegou com dez minutos de atraso à missa e comungou. Depois, indagado pelos jornalistas, negou que o tema religiosidade esteja sendo banalizado durante o segundo turno da disputa presidencial.
Dilma
Já Dilma Rousseff, prometeu, caso seja eleita, implementar políticas de valorização das crianças. A proposta, divulgada durante um encontro com crianças e mulheres na capital do país, prevê a criação de 6 mil creches por todo o Brasil, além de campanhas de adoção.
Um país se mede pelo que ele faz pela criança, pela capacidade do país de proteger, apoiar e incentivar as crianças e, sobretudo, dar oportunidade para que elas se transformem em adultos plenamente realizados. Por isso, quero enfatizar a minha proposta de 6 mil creches, ressaltou. Assegurar as creches é garantir que você está atacando na raiz a desigualdade, completou.
Sobre a questão da adoção de crianças no Brasil, Dilma destacou que as crianças com mais de 7 anos são adotadas, na maioria, por europeus, americanos e japoneses. Nós temos de fazer uma campanha mobilizando toda a sociedade para que o nosso país adote as crianças que hoje estão sem abrigo. Um país tem de ter a generosidade de adotar as crianças abandonadas, que não têm uma família.
Em relação ao tom mais agressivo da campanha eleitoral neste segundo turno, a candidata petista preferiu tratá-lo como assertivo. Olhe, eu não usaria a palavra agressiva. Eu acho que é mais assertiva, porque não houve ataque pessoal. Houve afirmação de proposta. Eu não concordo com afirmação de agressiva. Agressiva ela (campanha) esteve no primeiro turno, quando houve a campanha de boatos, quando as pessoas que acusavam não apareciam.


