Candidatos dizem que salário não é um atrativo
Os vereadores reeleitos sucessivamente acreditam que o atendimento prestado aos eleitores e o contato estabelecido entre eles é uma das razões para a vitória nas urnas. Carlos Kita (PSDB) permaneceu 24 anos como vereador em Londrina (1976-2000). Pré-candidato para este ano, Kita aponta vários atrativos que o levaram a permancer por cinco mandatos consecutivos na Casa. ''Primeiro você tem um certo poder de mando, talvez seja por um pouco de vaidade. Outra coisa é que você pode ajudar a muita gente'', observa.
Na visão de Kita, o eleitor repete seu voto quando encontra atendimento. ''Existe uma proximidade entre eleitor e vereador. Ele busca atendimento e você tem que, no mínimo, mostrar que tentou e ter a certeza de que outro não conseguiria realizar. Não se pode voltar as costas para o eleitor.''
Rogério Quadros (PMDB), que há 22 anos consecutivos é vereador em Ponta Grossa, assume que por vezes o parlamentar acaba fazendo assistencialismo. ''Como o Executivo não cumpre com as suas finalidades, sobra para a gente.'' Ele se diz realizado e garante que o salário não é um atrativo no cargo. ''Não seria o que eu ganharia no escritório'', comenta Quadros, que é contabilista e pré-candidato neste ano.
Em Maringá, a professora Edith Dias (PP) cumpre seu quarto mandato. ''Não é pelo salário. Ganho mais como professora (ela é diretora aposentada e atualmente ocupa cargo de vice-diretora)'', frisa. Edith comenta que parte do salário que recebe como vereadora é utilizado para pagar cabos eleitorais e ajudar pessoas que a procuram. (F.B.)





