Os detentores de cargos no poder Executivo, que estão de olho nas eleições gerais de outubro, têm até o próximo sábado, dia 4, para deixar oficialmente suas funções. A legislação eleitoral exige a desincompatibilização seis meses antes da disputa, sob pena de tornar seus pretendentes inelegíveis.
A movimentação em torno da determinação da Justiça Eleitoral desemboca nesta semana no Paraná. O ministro Reinhold Stephanes (PFL) deixa a Previdência Social para dedicar-se à campanha de deputado federal ou de senador. Sem substituto ainda definido, Stephanes volta à Câmara Federal, da qual estava licenciado, para ficar como deputado durante todo o processo.
O destino político do filho, o secretário da Administração Reinhold Stephanes Junior (PFL), também será decidido nesta semana. O secretário promete acabar com o suspense e definir se é candidato a deputado estadual ou federal. O possível desligamento de Stephanes Junior pode provocar uma nova ‘mexida’ na equipe do governador Jaime Lerner (PFL).
O presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias (PSDB), entrega a estatal ao vice Luiz Mário Lampert Marques. Será ele (Marques) quem conduzirá o processo de privatização da tele. Pré-candidato ao governo - mas que também pode enveredar para a briga pelo Senado - Álvaro tentou manter-se na função até junho, sem êxito.
Orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez o tucano mudar de rumo, no início da semana passada. Álvaro não quer arriscar. Deixa a função, que durante meses lhe rendeu lugar de destaque na mídia, na sexta-feira. Antes de intensificar as costuras em busca de alianças, o ex-governador passa boa parte do mês de abril nos Estados Unidos com a família.
Os secretários de Lerner foram os primeiros a cumprir a regra da desincompatibilização. Nelson Justus (PTB), Joni Varisco (PTB) e Rafael Greca (PFL) foram obrigados, a pedido do governador, a se afastar das funções (Indústria e Comércio; Emprego e Relações do Trabalho; e Casa Civil, respectivamente) no início de março, com um mês de antecedência.
Justus e Varisco concorrem à Assembléia Legislativa. Greca quer ser ungido candidato ao Senado pelo grupo político do governador. Desde que deixou que retornou de uma viagem à Itália, há cerca de 10 dias, não pára de percorrer municípios. Ele aposta que na convenção estadual do PFL, em junho, fica com a indicação tão cobiçada.
A vice-governadora Emília Belinati (PTB) não precisa se afastar do governo, mesmo que venha a concorrer ao Senado. A legislação permite a permanência dos vices, desde que não assumam a função em caráter oficial. A decisão se estende para os vice-prefeitos de Londrina, Alex Canziani (PTB), e de Curitiba, Algaci Túlio (PTB), que estão de olho na eleição. (LD)

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