Candidatos deixam prestação de contas para última hora
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quarta-feira, 05 de novembro de 2008
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
As dezenas de candidatos presentes no início da noite de ontem no Fórum Eleitoral de Londrina relembraram uma cena comum de campanha: a dos eleitores que deixam para transferir ou regularizar o título perante a Justiça Eleitoral de última hora. Dessa vez, porém, a regularização é referente às prestações de contas de campanha, cobrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aos eleitos e não eleitos e que tem até oito dias antes da diplomação para ser julgada pelo juízo de primeira instância. Pelo menos mais da metade dos concorrentes de primeiro turno, para os quais o prazo venceu ontem os de segundo turno têm até o próximo dia 25 , usaram a data-limite para apresentar a documentação.
Às 19 horas, horário em que se encerraria o recebimento, por exemplo, cerca de 180 senhas haviam sido distribuídas pelos funcionários da 41ª Zona Eleitoral. Até a véspera, o cartório estimava que aproximadamente 150 prestações haviam sido entregues, das 407 de postulantes à Câmara, e dos sete que disputaram o Executivo em primeiro turno.
Além de candidatos, os comitês financeiros também são obrigados a prestar contas à Justiça Eleitoral, a qual tem até oito dias antes da diplomação em Londrina, marcada para 17 de dezembro para o julgamento. Conforme a resolução 22.715/2008 do TSE, a não prestação de contas impede que o candidato obtenha a certidão de quitação eleitoral durante o curso do mandato ao qual concorreu.
A FOLHA conversou no Fórum Eleitoral com dois candidatos em situação aparentemente oposta: Rony Alves (PTB), eleito com 2.311 votos é um dos 13 novatos que integrarão o plenário em 2009 e despesa declarada de R$ 5.990,76 (receita no mesmo valor) e Lourival Germano (PT), que, com 1.714 votos, ficou por 13 eleitores de conseguir a reeleição. Despesa declarada do petista: R$ 19.500,45 (receita de R$ 20.323,68).
O petebista deu a explicação para a prestação de última hora: Queria deixar tudo redondo, mas, no fim, nem eu sei por que me atrasei. Sobre os valores, Alves afirmou que a maior parte foi gasta com combustível e programas de rádio e TV.
Germano, por sua vez, delegou à burocracia do partido, que prestou contas de vários candidatos, e do próprio sistema eleitoral a demora na entrega. A respeito da despesa consumida, o petista declarou R$ 9 mil de recursos próprios mais que o dobro de a prestação inteira, e individual, de pelo menos três novatos. É impossível fazer uma campanha de vereador hoje, em Londrina, com menos de R$ 10 mil só de combustível, em três meses, se gasta uma fábula, comentou. Alves rebateu: A minha campanha prova que se gasta, sim, menos que isso. Se você tiver uma base definida, como eu tinha, é saber trabalhar isso no momento da eleição.


