Candidatos defendem retomada do crescimento
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de setembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo Os quatro principais candidatos à Presidência da República são unânimes em defender a necessidade, urgente, da retomada do crescimento econômico do País como forma de superar a atual crise e iniciar a diminuição das injustiças sociais.
Esta opinião dos presidenciáveis da Coligação Lula Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT-PL-PC do B-PCB-PMN), da Grande Aliança, José Serra (PSDB-PMDB), e das Frentes Brasil Esperança, Anthony Garotinho (PSB-PGT-PTC), e Trabalhista, Ciro Gomes (PPS-PDT-PTB) foram divulgadas em entrevistas à revista ''Por Sinal'', do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (BC), em edição especial que começou a circular ontem.
Lula disse que é por meio dos bancos oficiais que pretende estimular a recuperação do crescimento. Segundo o candidato petista, o Banco Central não deve ser apenas o guardião da moeda nacional, mas também um agente financiador do crescimento econômico.
José Serra afirmou que a estabilidade econômica obtida pelo Plano Real é um dos pilares para o crescimento sustentado do País e que, se eleito, manterá o sistema de metas da inflação nos próximos anos.
Ciro Gomes destacou que não é a favor da total independência do BC e que o ideal seria dar à instituição ''uma autonomia operacional, porém, dentro de uma estratégia macroeconômica correta''. Para o candidato da Frente Trabalhista, uma das preocupações principais é fazer do Brasil um País de ''inovadores''.
O ex-governador do Rio de Janeiro comentou que a agenda brasileira tem de ser ditada pelo governo e não pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). ''Para o Brasil vencer as dificuldades, é preciso vontade política e um novo modelo econômico, que privilegie o setor produtivo e não o sistema financeiro'', ressaltou Garotinho.


