Candidatos de Foz evitam provocações em debate na TV
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terça-feira, 22 de agosto de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
Os seis candidatos a prefeito de Foz do Iguaçu realizaram um debate morno e sem muitas provocações. O debate, promovido anteontem pela TV Tarobá (Rede Bandeirantes) e mediado pelo apresentador Paulo Martins, contou com a participação do atual prefeito e candidado à reeleição, Harry Daijó (PPB), Sâmis da Silva (PMDB), Sérgio Spada (PSDB), Paulo MacDonald (PDT), Sérgio Beltrame (PFL) e Flávio Nakad (PRTB).
Depois de explicar os motivos que os levaram a disputar a prefeitura, cada um pôde escolher um adversário e fazer uma pergunta. Apesar de não terem ocorrido discussões, o programa registrou questões polêmicas ligadas principalmente a licitações públicas, turismo, saúde pública e até mesmo os royalties da Itaipu.
Daijó falou sobre dívidas públicas e respondeu acusações de superfaturamento no contrato de terceirização da merenda escolar. Já Spada, o segundo mais questionado na noite, deu explicações sobre seu relacionamento com secretários da prefeitura e sobre a real atuação que teve na busca de recursos para a cidade, durante sua atuação como deputado estadual e federal.
Sâmis utilizou um bloco para defender o pai e ex-prefeito, Dobrandino da Silva, contra acusações dos adversários sobre irregularidades em gestões anteriores, enquanto Beltrame, que é responsável por uma das empresas de transporte coletivo da cidade, foi questionado sobre qual motivo teria levado a empresa a cortar passes para acompanhantes de deficientes.
Nakad, o mais jovem e sem qualquer antecedente político, foi indagado apenas sobre detalhes de seu programa de governo. Já MacDonald teve de responder uma pergunta sobre como é o relacionamento com partidos de esquerda (PT e PCdoB), sendo proprietário de vários imóveis da cidade.
O debate durou três horas e cinco minutos e foi acompanhado em um telão externo por quase mil pessoas (maioria cabos eleitorais dos políticos), concentradas na entrada da emissora.


