Candidatos criticam administração de Londrina
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de setembro de 2008
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Críticas centradas à administração municipal, promessas de soluções para todos os problemas de Londrina - de mato alto à geração de empregos - e respostas evasivas às perguntas ''mais espinhosas''. Este é o resumo do debate promovido ontem de manhã pela Rádio Paiquerê AM entre os candidatos à prefeitura. Desta vez, os postulantes responderam apenas a perguntas formuladas pelos londrinenses e pelo jornalismo da emissora, o que evitou o embate direto entre eles e as trocas de acusações.
Participaram do encontro os nove candidatos: Amadeu Felipe (PCdoB), André Vargas (PT), Antônio Belinati (PP), Barbosa Neto (PDT), Luiz Carlos Hauly (PSDB), Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Marcelo Urbaneja (PT do B), Marcos Colli (PV) e Vilson Machado (PSol). Foram sorteadas 36 perguntas gravadas pelos cidadãos, das mais de 80 selecionadas para participação. Neste caso, era sorteado um candidato para responder e um segundo para comentar a resposta. As perguntas formuladas pelos jornalistas foram respondidas por todos os participantes em 30 segundos. Não foi pedido nenhum direito de resposta.
O debate mostrou que os eleitores estão preocupados com os problemas vividos no seu cotidiano, alheios às promessas da propaganda eleitoral. Por isso, praticamente todos os principais problemas da cidade foram abordados no evento, como o funcionamento da Zona Azul, infestação de pombos, limpeza das ruas, trânsito, duplicação e conservação de rodovias, segurança pública, camelódromo, terceirizações na prefeitura, saúde pública, entre outros. A exceção de André Vargas (que é do mesmo partido do atual prefeito), os demais candidatos optaram por ressaltar o ''abandono'' da cidade, enquanto o petista cobrava mais ''responsabilidade'' para as propostas de campanha.
Em pergunta elaborada pelo jornalismo da emissora, muitos candidatos não disseram diretamente como irão resolver o impasse criado na Sercomtel entre os proprietários de linhas telefônicas sem ''quebrar'' a operadora. Em primeira instância, a Justiça determinou a indenização dos proprietários. Machado preferiu lembrar do desvio de dinheiro ocorrido com a venda das ações da empresa; para Cheida a solução é distribuir ações preferenciais da companhia; Belinati quer discutir o problema com a população; Barbosa, Hauly, Amadeu e Colli prometeram indenizar os proprietários de linhas telefônicas; enquanto Urbaneja disse querer um estudo técnico sobre o assunto.
Além de prometer resolver todos os problemas locais, alguns candidatos também se comprometeram a resolver questões que não são da alçada da administração municipal. Uma delas é a discussão para o fim da cobrança da taxa de esgoto na conta de água. Também foram feitas promessas para ampliação da concessão de tarifas sociais de energia elétrica e água. Neste caso, os dois serviços são administrados pelo governo estadual.
Para o editor de jornalismo da Paiquerê AM, Lino Ramos, o debate foi propositivo e mais importante do que o primeiro evento, quando o clima eleitoral estava mais morno. ''O espaço aberto à população foi importante porque permitiu uma outra visão sobre os problemas da cidade, uma vez que a população se mostrou mais preocupada com os problemas da 'porta de casa' e isso evitou o embate direto entre os candidatos'', avaliou. O diretor da emissora, J.B. Faria, ressaltou a colaboração dos participantes, que não excederam o tempo previsto para as respostas.


