Candidatos caçam apoio para 2º turno
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domingo, 03 de outubro de 2004
Vânia Casado e<br>Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Com a divulgação do resultado do primeiro turno, os candidatos do PT, Ângelo Vanhoni, e do PSDB, Beto Richa, abriram a temporada de caça aos apoios para o segundo turno. Vanhoni disse que vai procurar os candidatos derrotados do PPS, Rubens Bueno, e do PL, Mauro Moraes. Beto Richa não quis falar os nomes de seus aliados em potencial, mas já avisou que não quer o apoio do prefeito Cassio Taniguchi (PFL), que apoiou Osmar Bertoldi (PFL).
''Vou procurar até o Roberto Freire (presidente nacional do PPS) para formalizar uma aliança em Curitiba'', prometeu Vanhoni. O candidato do PT disse que vai procurar os partidos que têm a mesma visão crítica da cidade que a sua e que defendam propostas de mudanças para a saúde, educação, com ênfase à educação infantil e creches e segurança integrada com os municípios da região metropolitana.
O candidato do PT afirmou ainda que pretende abrir a administração da cidade, olhando mais para os bairros. Prometeu que, se eleito, tornará a administração de Curitiba mais transparente, ética, abrindo à participação da comunidade e dos partidos aliados. ''Agora é outra eleição, os projetos ficarão mais claros para a população'', disse Vanhoni, referindo-se ao segundo turno.
Ele frisou que a proposta defendida por Rubens Bueno, candidato do PPS, de quem diz ser amigo pessoal, se assemelha muito à da coligação do PT com o PMDB que é a de mudar a forma de governar Curitiba. Além disso, o PPS é um partido alinhado ao PT no Congresso ''e essa aliança deverá se repetir em Curitiba''. Bueno, porém, só deve anunciar uma posição oficial depois da reunião do PPS nacional, terça-feira, em São Paulo.
Vanhoni acredita que o mesmo vai acontecer com o PL. ''O PL é um partido aliado do PT (o vice de Lula é José Alencar) e a aliança deverá acontecer por aqui também'', acrescentou. Mauro Moraes, candidato pelo PL, disse à Folha que ainda não decidiu quem vai apoiar. ''Sou padrinho de casamento do Beto, sou amigo, mas política tem que levar outras coisas em consideração, como o plano de governo. E do Vanhoni também sou companheiro'', esquivou-se Moraes.
Beto Richa também admite que vai buscar apoio dos candidatos derrotados, mas evitou definir nomes. Beto declarou que não quer o apoio do prefeito Cassio Taniguchi (PFL) porque não quer saber de abuso do poder econômico. E lançou um desafio ao opositor: ''Olho no olho'' durante o segundo turno.
Beto está contando que o apoio de nomes nacionais do PSDB ajude a conquistar votos por aqui. Segundo o candidato, os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin; e o de Minas Gerais, Aécio Neves, poderão vir a Curitiba para manifestar publicamente o apoio a sua campanha.
Beto disse que espera uma disputa ''sórdida'' para o segundo turno. Segundo ele, a coligação de Vanhoni começou a ''atacá-lo'' com mais evidência há cerca de um mês, quando pesquisas apontaram o seu crescimento de um segundo lugar para um empate técnico com Vanhoni. O candidato do PFL, Osmar Bertoldi, também está analisando quem vai apoiar, segundo sua assessoria de imprensa.


