Candidatos aproveitam para pedir recursos
São Paulo - Na reunião da executiva nacional, os candidatos do PT que disputarão o segundo turno cobraram uma melhor distribuição dos recursos do partido para melhorar o desempenho na reta final. Ficou acertado que cada caso será analisado separadamente, mas haverá prioridade nos repasses para as campanhas em capitais e em cidades consideradas estratégicas, como Osasco, Santo André, Mauá e Diadema, em São Paulo.
O presidente do PT, José Genoino, disse que não há crise financeira nas campanhas do partido e acha que essa discussão só existe porque a legenda trata do assunto claramente e fez críticas indiretas aos adversários. ''O PT não tem tesoureiro camuflado. Tem tesoureiro eleito, que é Delúbio Soares. Não é como outros partidos. Não estou acusando nenhum partido, mas vocês sabem a quem estou me referindo'', atacou.
Para alguns candidatos, como o prefeito de Goiânia, Pedro Wilson, as dificuldades financeiras podem ser decisivas na disputa. ''Tivemos muitos problemas financeiros na campanha. Minha candidatura foi cassada, ficou dois meses sub judice e as pesquisas diziam que não iríamos para o segundo turno. Até hoje temos dificuldades de arrecadação'', explicou o prefeito, candidato à reeleição.
Wilson admitiu que o PT de Goiânia tem atrasado o pagamento ao publicitário Duda Mendonça, responsável pelo marketing eleitoral de sua campanha. ''Estamos pagando dentro das possibilidades'', afirmou.
Para a senadora Ana Júlia Carepa, candidata em Belém, o reforço financeiro seria importante para contrabalançar o peso dos adversários. ''Em Belém, meu adversário, o senador Duciomar Costa, tem uma campanha com muito dinheiro. Precisamos de estrutura para conseguir sucesso'', explica.





