Candidatos apostam no horário gratuito
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de agosto de 2002
Rodrigo Sais<BR>Equipe da Folha 
Curitiba A campanha eleitoral efetivamente começa hoje. É o que garantem os candidatos que disputarão as eleições de outubro ao avaliarem o início da transmissão do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.
Com a campanha apenas no seu início e ainda morna, os concorrentes apostam suas fichas nas transmissões diárias dos programas até o dia 3 de outubro, três dias antes das eleições. Para muitos deles será a oportunidade de deixar o anonimato para tentarem entrar na disputa.
A partir de hoje, os candidatos terão 2 horas e 10 minutos diários para apresentarem suas propostas ao eleitor. Além de dois blocos de 50 minutos, os partidos terão 30 minutos para dividir entre si com inserções de 30 ou 15 segundos durante a programação. Os programas de rádio começam às 7 horas e ao meio-dia. Os de tevê às 13 horas e às 20h30.
Segundo o presidente estadual do PSDB, Basílio Villani, o início do horário eleitoral gratuito deve permitir aos candidatos gastos com outros materiais de publicidade.
Como o dinheiro está curto, os partidos estão economizando para gastar junto com o horário eleitoral, que chama a atenção do eleitor para a disputa acredita Villani, que diz estar surpreso com a falta de dinheiro que afeta os partidos. Até mesmo as verbas que costumam ser repassadas aos municípios pelo governo em fim de mandato estão escassas, comenta.
Para o consultor político Bruno Lopes, nem mesmo esse aumento de gastos irá suplantar a importância do horário político. Como os gastos têm sido pequenos, a televisão vai ser a grande vitrine. E há um interesse grande da população em ter maiores informações sobre os candidatos afirma.
As tradicionais promessas de uma campanha sem agressões mútuas já foram feitas pelos principais candidatos, que afirmam que o eleitorado não está interessado em picuinhas. O consultor político discorda.
Essa história de que o eleitor não quer saber de briga é balela. O interesse maior realmente são nas propostas, mas o eleitor também quer saber das brigas, para se informar sobre os candidatos garante.


