Curitiba - Os principais candidatos que concorrem ao governo do Paraná apostam em uma grande reforma administrativa para reduzir os gastos e aumentar a capacidade de investimento do Estado.
''Um projeto realista passa por um enxugamento da máquina, com a redução para nove ou dez secretarias mais a Procuradoria Geral do Estado (PGE)'', afirmou o candidato do PSC, Giovani Gionédis. Para ele, a dívida pública está sob controle. Ele comandou a renegociação da dívida com a União em 2000, enquanto era secretário da Fazenda.
Rubens Bueno, do PPS, também disse que pretende reduzir o número de secretarias. ''Temos que fazer uma reforma para diminuir cargos de confiança e com isso reduzir em R$ 20 milhões a folha de pagamento'', relatou. Bueno também pretende, se eleito, renegociar o valor da dívida paga ao Banco Central (BC) por conta do saneamento do Banestado. ''O acordo do Jaime Lerner com o BC custa R$ 30 milhões por mês durante 30 anos. Foi uma grande irresponsabilidade'', classificou.
O candidato governista, Beto Richa (PSDB), também afirmou que o problema da dívida pública paranaense é preocupante, ''mas plenamente contornável''. ''Ainda estamos fechando as propostas, mas vamos buscar o enxugamento da máquina, reduzindo o número de secretarias para otimizar as ações do governo'', afirmou.
Para o senador Alvaro Dias (PDT), é necessário fazer uma auditoria da dívida para ver as possibilidades de alongamento dos pagamentos. ''É muito importante fazer uma reforma administrativa para diminuir as despesas com custeio da máquina'', afirmou. Dias disse que pretende investir R$ 37 bilhões entre 2003 e 2006 caso vença as eleições, desde que a previsão de receita para o período, de R$ 58 bilhões, se concretize. ''Se a crise atual for passageira podemos manter essa previsão, caso contrário teremos que mudar'', ponderou.
Roque Zimmermann, o Padre Roque, do PT, disse que pretende aumentar um pouco a arrecadação para dar conta dos novos investimentos. Ele também tem a proposta de reduzir a máquina administrativa para reduzir gastos com administração. ''Há toda uma gama de entidades que podem se juntar para racionalizar custos'', relatou.
O senador Roberto Requião (PMDB) disse que pretende reduzir os desperdicíos que o atual governo estaria cometendo. ''Há desperdício em todo o tipo de contrato, como de aluguéis, por causa de má-gestão'', afirmou. De acordo com ele, a economia na administração possibilitaria investimentos nas áreas sociais e de infra-estrutura. Para ele, a economia do Paraná é ''magnifíca'', o que permitiria recuperação do caixa. (R.F.)

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