Candidatos ao governo não surpreendem na TV
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Catarina Scortecci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os candidatos ao governo do Paraná não surpreenderam ontem na TV, na estreia do horário eleitoral gratuito, às 13 horas. Os dois primeiros nas pesquisas de intenção de voto, e com o maior tempo de TV, Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT), abordaram temas já frequentes das suas campanhas eleitorais. No formato do programa do tucano, parecido com o utilizado na sua última campanha eleitoral, para a Prefeitura de Curitiba em 2008, não faltou a menção ao pai do candidato, o ex-governador do Estado José Richa, já falecido, e à votação que obteve no seu último pleito disputado - 77% dos votos válidos.
Beto também se antecipou a um possível ataque dos adversários e disse que seu partido político, embora de oposição, conseguiu ''boas parcerias'' com o governo federal, na sua administração na capital. Mas, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, o presidenciável José Serra (PSDB) não apareceu no programa do correligionário. Beto preferiu contar com o depoimento do ex-petista Flávio Arns (PSDB), seu candidato a vice.
As ''alfinetadas'' à gestão Requião (PMDB) foram discretas: Beto falou em ''recuperar o tempo perdido'' e prometeu ''garantir o direito de propriedade'' e ''negociar o pedágio''. Entre as propostas, a criação de 22 Regiões de Desenvolvimento (Redes), com o objetivo de aproximar a administração do cidadão. Beto também destacou a implantação do programa Mãe Paranaense e a promessa da gestão com metas definidas em contrato.
Como já era aguardado, Osmar iniciou o programa com uma declaração do presidente Lula (PT) - ''Vote no companheiro Osmar'' -, mas optou por ocupar quase a metade do seu tempo para exibir um trecho da sua participação na ''sabatina'' da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), realizada em Curitiba na última segunda-feira. Osmar selecionou um trecho no qual trata sobre a ''estagnação'' econômica de algumas regiões do Estado para defender a necessidade de ''interiorização'' e ''descentralização'' dos investimentos.
Ainda na sua fala aos empresários, Osmar defendeu os programas sociais - ''Não podemos ignorar o efeito dessas políticas para as pessoas e também para o conjunto da sociedade''. E, mais adiante, falou do ''Minha Casa Minha Vida'', num depoimento gravado em Londrina, onde, segundo o candidato, foram construídas cerca de 4 mil moradias.
Assim como fez seu principal adversário, Osmar também não optou por ataques diretos, mas mencionou o problema do trânsito em Curitiba e região e disse que é ''preciso ter voz forte em Brasília'', sugerindo sua aliança com o PT nacional. Mas o pedetista preferiu não explorar totalmente a aliança que o sustenta, alvo frequente dos adversários: seu vice, Rodrigo Rocha Loures (PMDB), e seus candidatos ao Senado, Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), foram vistos somente em imagens rápidas.
Os candidatos Paulo Salamuni (PV), Avanilson Araújo (PSTU), Luiz Felipe Bergmann (PSOL) e Robinson de Paula (PRTB) também estrearam ontem, com pouco tempo de TV. Já o PCB, que sustenta o candidato Amadeu Felipe, teve problemas técnicos com o programa gravado e nada foi ao ar.


