Curitiba A maioria dos candidatos ao governo e ao Senado é dona de um considerável patrimônio financeiro. O poder econômico de cada um dos postulantes ao Palácio Iguaçu e ao Senado pode ser conferido nas relações de bens encaminhadas ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE), como manda a legislação. Pelo menos quatro dos 12 candidatos ao governo são bastante abastados e têm seus patrimônios na casa dos milhões de reais.
A Folha teve acesso à relação completa dos bens declarados, autorizada pelo presidente do TRE, desembargador Gil Trotta Telles. O volume de bens declarados pode não refletir necessariamente a realidade. Na prática, o patrimônio de alguns candidatos pode ser bem maior.
O total de bens declarados pelos nomes que disputam o Executivo varia de R$ 4,3 milhões no caso do candidato do PSC e ex-secretário de Estado da Fazenda Giovani Gionédis a R$ 37,4 mil, em nome de Severino Nunes de Araújo, do PSB. Entre os bens mais comuns estão casas, apartamentos em diferentes cidades do País, imóveis comerciais, automóveis, terras, linhas telefônicas, ações, aplicações financeiras, cadernetas de poupança e obras de arte.
Do total declarado por Alvaro Dias (PDT) R$ 3,8 milhões , R$ 2,85 milhões referem-se a lotes de terras, adquiridos por doação de seu pai, Silvino Dias. Fazem parte de seu patrimônio ainda um apartamento de luxo em Curitiba, no valor de R$ 173 mil, e um flat em Brasília, no valor de R$ 140 mil. Alvaro possui ainda uma fazenda em Porecatu, no valor de R$ 450 mil.
Gionédis tem R$ 89,2 mil em obras de arte. Ele possui ainda casas e apartamentos declarados, automóveis, lotes de terrenos, ações e aplicações financeiras. Roberto Requião (PMDB) declara R$ 654.913 em bens, entre eles quadros e esculturas de diversos artistas.
A relação de bens de Beto Richa (PSDB) é de R$ 1,2 milhão, incluindo apartamento de 185 metros quadrados em Caiobá (no Litoral), que vale R$ 90 mil. O petista Padre Roque Zimmermann, cujo patrimônio foi estimado em R$ 254,8 mil, possui terrenos, apartamento em Brasília e veículos. Entre os carros de Padre Roque estão um Santana ano 2001, que vale R$ 27,5 mil, e um Fusca ano 1984, no valor de R$ 3 mil. Padre Roque fez também aplicações em fundos de renda fixa.
Entre os candidatos ao Senado e também ao governo o ex-governador Paulo Pimentel (PMDB), que concorre na chapa de Requião, é o mais rico. Pimentel declarou ao TRE um total R$ 9,4 milhões em bens. O peemedebista possui, entre outros itens, imóveis rurais, casa em Curitiba, e participação majoritária na Editora o Estado do Paraná responsável pelos jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná , e rádio e TV Iguaçu.
Luciano Pizzatto, nome do PFL ao Senado, declarou ao TRE R$ 3,7 milhões. Nitis Jacon (PSDB) declarou bens no total de R$ 1,4 milhão. O senador Osmar Dias, que busca a reeleição pelo PDT, tem patrimônio menor que o do irmão Alvaro. O patrimônio oficial de Osmar é de R$ 2,6 milhões. Ele tem diversos lotes rurais. Tony Garcia, nome do PPB ao Senado, declarou R$ 235,7 mil.

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