Candidatos ao governo do Paraná arrecadaram juntos quase R$ 1 mi
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terça-feira, 08 de agosto de 2006
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A quantia arrecadada até o último domingo pelos 11 candidatos ao Governo do Paraná chegou a R$ 993.059,20. Já a soma dos valores máximos que os mesmos candidatos declararam que podem gastar até o final da campanha eleitoral chega a R$ 43,48 milhões. O prazo para os candidatos informarem sobre receitas e despesas das campanhas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) terminou no último dia 6 e se refere à primeira prestação de contas da disputa.
O candidato à reeleição, governador Roberto Requião (PMDB), que declarou o maior teto de gastos (R$ 15 milhões), foi quem mais arrecadou recursos até agora, R$ 588.139,20. Do total, o peemedebista já gastou R$ 38.312,01. As maiores despesas foram com ''transporte ou deslocamento'' (R$ 8.650,00), ''publicidade por materiais impressos'' (R$ 6.560,00) e ''eventos de promoção de candidatura'' (R$ 6.391,80).
O candidato Osmar Dias (PDT), apesar de ter arrecadado menos do que o adversário peemedebista, R$ 273.920,00, foi o candidato que mais gastou até agora (R$ 181.965,65). Os números foram passados à reportagem pelo responsável financeiro do partido, vereador Jorge Bernardi. A prestação de contas do pedetista ainda não foi disponibilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assim como as prestações de contas dos candidatos Ivo Souza (PCO) e Luiz Felipe (PSOL). A assessoria do TRE não pôde confirmar se as prestações dos dois últimos candidatos chegaram a ser entregues ao órgão.
O candidato Flávio Arns (PT) conseguiu arrecadar R$ 74 mil e gastou R$ 3.337,65. As maiores despesas foram registradas no item ''diversas a especificar'' (R$ 1.345,90) e no item ''combustíveis e lubrificantes'' (R$ 779,33). Rubens Bueno, candidato do PPS, informou que arrecadou R$ 45 mil e que gastou R$ 18.290,18. ''Publicidade por materiais impressos'' (R$ 7.060,00) e ''publicidade por placas, estandartes e faixas'' (R$ 6.313,00) concentraram as maiores despesas do pepessista.
O candidato Melo Viana (PV) teve uma receita de R$ 12 mil e gastou R$ 3.985,00. As despesas foram com ''bens permanentes'' (R$ 2.880,00), ''produção de programas de rádio, televisão ou vídeo'' (R$ 1.100,00) e ''encargos financeiros e taxas bancárias'' (R$ 5,00). Os candidatos Antonio Roberto Forte (PSL), Luiz Adão (PSDC), Jorge Martins (PRP) e Ana Lúcia Pires (PRTB) declararam que não tiveram arrecadações e despesas até o último domingo.
A assessoria do TRE informou que não há na lei uma punição específica para o candidato que não prestou contas ao órgão, mas que a má administração dos recursos de campanha política pode configurar abuso de poder econômico e, por consequência, ocasionar a cassação do registro de candidatura. Os candidatos a deputado estadual, deputado federal e senador também são obrigados a prestarem contas no mesmo prazo.
A lista dos doadores só é exigida na prestação final, que deve ser entregue à Justiça Eleitoral até o 30º dia após a realização do primeiro turno das eleições. Caso haja segundo turno, os candidatos devem apresentar as contas, referentes aos dois turnos, até o 30º dia posterior à realização do pleito.


