Candidatos alegarão falta de sentença
Os candidatos à Prefeitura que tiveram pedida a impugnação dos registros avisaram que vão contestar a iniciativa do MPE. Citado pelos promotores como réu em ação civil pública por ato de improbidade datada de 1998, referente ao escândalo AMA-Comurb, o petista André Vargas lembrou que já se elegeu deputado estadual e federal depois do processo, sem que tenha havido ainda condenação. ''Não houve manifestação do MP nessas disputas. Além disso, eu nem era agente público em 1998 para responder uma ação dessas - o MP está tentando é justificar a própria morosidade'', atacou.
Pelo PP, o candidato Antonio Belinati, apontado como réu em ação penal e em dezenas de ações civis públicas por suposto ato de improbidade - também referentes ao caso AMA-Comurb -, avisou que a defesa vai contestar o pedido do MPE. ''Isso que estão fazendo é normal, respeito o MP, mas é preciso frisar que, dentro desse parâmetro seguido, vai ser raro alguém da vida pública, então, poder ser candidato'', antevê.
O coordenador da campanha de Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Antônio Caetano de Paula Jr, disse desconhecer as duas ações civis públicas nas quais o MPE alega ter se baseado para pedir a impugnação da candidatura. ''Nosso único temor é (para) que os tribunais não virem palco de disputa política'', disse.
Já o candidato do PV, Marcos Colli, ex-integrante da administração Belinati e que tem ação de improbidade, alegou que a defesa se baseará no fato de o processo ainda não ter sido julgado em primeira instância. ''Denunciaram um projeto da (extinta) Secretaria de Recursos Humanos (a qual ele chefiava), porém elaborado pela Secretaria de Governo da época'', justificou.
Os vereadores citados nos pedidos de impugnação acreditam que a Justiça Eleitoral não vai acatar as representações do MP. O ex-vereador Jaci Aguiar, que tenta retornar à Câmara, alega inocência nos processos em que é réu. ''Isso é uma coisa absurda. Já faz dez anos que houve a acusação e não fui condenado. Meus advogados vão tomar as providências'', avisou. Antenor Ribeiro disse que vê a tentativa de impugnação com ''tranquilidade''.''Esse processo está ligado à campanha de 2000, mas não fui nem chamado para prestar depoimento. Eu conheço a legislação e não teria tentado a candidatura se não tivesse tudo certo.'' Os demais citados não foram localizados ontem pela reportagem.(Janaina Garcia/Colaborou Fábio Cavazotti)





