Janaina Garcia
Reportagem Local
  A três dias da homologação das candidaturas na Justiça Eleitoral, quatro dos maiores partidos que concorrem à Prefeitura de Londrina com nomes já conhecidos do eleitorado devem apostar em candidatos a vice sem experiência no processo político-eleitoral. A primeira sigla a ter a uma definição nesses moldes foi o PSDB do deputado federal Luiz Carlos Hauly, o qual tenta pela quarta vez a administração municipal – e desta vez, com o ruralista Celso Marconi (DEM), um dos diretores na Sociedade Rural do Paraná (SRP). Sem alarde, o nome de Marconi foi definido em reunião entre democratas e tucanos em reunião realizada na segunda-feira. A indicação partiu da Executiva estadual do DEM.
  Ontem à tarde, em entrevista coletiva, o PT do deputado federal André Vargas anunciou outro ‘‘calouro’’ em corrida eleitoral – ainda que filiado ao mesmo partido há mais de uma década: o do sociólogo Cézar Bueno, do PCdoB, partido que negociava também com as candidaturas do deputado federal Barbosa Neto (PDT) e do deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB). O acordo foi fechado em reunião que trouxe para a campanha de Vargas também o PR de Marcos Defreitas, que realizou convenção anteontem.
  De acordo com o sociólogo e doutor em Ciências Sociais e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e do Centro Universitário Filadélfia, a proposta da chapa com a inclusão de um nome inexperiente na corrida eleitoral, mas ligado à discussão política, é o de ‘‘inserir a classe média na política, deixar de lado aquela idéia de que é mais fácil não se envolver e deixar o assunto para os politiqueiros profissionais’’, resumiu. Se, em caso de derrota nas urnas, ele se sentirá isento para futuras análises de candidaturas, agora atrelado a uma, específica? ‘‘O homem da ciência política e o da classe política são duas coisas completamente distintas – não saberia dimensionar o que vem depois, mas estou disposto a pagar este preço.’’
  Cheida e Barbosa afirmaram ontem à FOLHA que já definiram seus vices, mas que anunciaram apenas hoje de manhã em função de questões de foro íntimo e/ou partidário, referentes a cada um. Ambos garantiram, porém, que nenhum dos candidatos já disputou campanha eleitoral – o vice de Barbosa seria ligado à classe empresarial, de um dos partidos coligados, e o nome que deve acompanhar Cheida é o de uma candidata do próprio PMDB.

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