São Paulo - O líder do PFL, José Carlos Aleluia (BA), acredita que a disputa para a Presidência da Câmara não será decidida no primeiro turno. Ele avalia que, como a votação é secreta e cinco candidatos disputam o pleito, poderá haver surpresas no resultado. ''Trabalho com essa possibilidade porque não houve negociação na escolha'', argumentou. As informações são da Agência Câmara.
Aleluia também afirmou que qualquer candidato que vencer a disputa deverá adotar uma postura de independência em relação ao Poder Executivo. ''A minha proposta é estabelecer uma pauta própria, ouvindo a sociedade antes de levar os projetos a Plenário''.
O candidato Jair Bolsonaro (PTB-RJ) também acredita em um segundo turno, caso todos mantenham suas candidaturas. Em sua opinião, o candidato Severino Cavalcanti (PP-PE) estará entre os dois mais votados.
O presidente João Paulo Cunha, no entanto, aposta que o pleito será decidido no primeiro turno. Ele reafirmou seu apoio ao candidato oficial do PT, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), e disse que não vai tentar convencer o deputado Virgílio Guimarães a desistir de sua candidatura.
João Paulo assinalou ainda que a decisão de Virgílio Guimarães (PT-MG) de disputar como candidato avulso não merece punição do PT. Ontem, João Paulo reuniu-se com assessores da campanha de Greenhagh para discutir a agenda de eventos para os próximos dias. O deputado Severino Cavalcanti também acredita que a eleição se encerrará no primeiro turno, porém, tendo ele próprio como vencedor.
Pela tradição, o partido com a maior bancada na Casa que atualmente é o PT, tem o direito de indicar o nome para comandar os trabalhos na Câmara. Essa tradição, no entanto, não impede o lançamento de candidaturas avulsas. A confirmação do nome escolhido pela maior bancada depende de acordo político, já que a escolha é feita em eleição com voto secreto. A eleição será realizada no dia 14 de fevereiro.

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