Em entrevista à imprensa, o candidato à Presidência da República pelo PDT, senador Cristovam Buarque, disse que vai ampliar o Bolsa-Escola e explicou seu programa de governo, que tem como base a educação. ''Meu projeto é em quatro anos termos mil cidades com horário integral em todas as escolas, e dobrar o salário dos professores'', afirmou. O senador, que foi ministro da Educação no primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda pretende, se eleito, federalizar todo o ensino básico.
''Trazer a educação básica, ou seja, ensino fundamental e médio, para a responsabilidade do presidente, do governo nacional e da União. Não é tirar do município a gerência, mas definir três padrões nacionais para a educação, não serão municipais nem estaduais. Primeiro o padrão de salário e formação do professor, segundo, as características mínimas das edificações e dos equipamentos, e terceiro, um padrão mínimo de conteúdo'', complementou.
Para assegurar a continuidade dos programas da educação, Buarque ainda propõe a criação de uma ''lei de responsabilidade educacional''. ''É o que vai fazer que ninguém pare o projeto do outro. O presidente tem que trazer para si a responsabilidade pela educação criando o Ministério da Educação Básica, e uma Agência Nacional para Proteção da Criança.'' No ensino superior, o candidato pretende criar centros interuniversitários para desenvolvimento de tecnologias. Para a chamada revolução na educação, Buarque estima investimentos de R$ 7 bilhões.
No programa de governo do pedetista ainda estaria a manutenção e o aprimoramento dos programas federais Bolsa-Família e Bolsa-Escola. ''Não vou tirar os benefícios do Bolsa-Família, ao contrário, vou aumentar. Além do dinheiro todo mês, a criança vai receber também um dinheiro se passar de ano. Esse dinheiro vai para uma caderneta de poupança e só recebe quem terminar o segundo grau'', elencou. ''Agora os adultos que não têm filhos em idade escolar, vamos pegar o dinheiro do Bolsa-Família e transformar em um programa de empregos. Essas pessoas que hoje recebem o Bolsa-Família vão ter emprego recebendo o dinheiro. E os velhinhos sem filhos, os doentes, os portadores de deficiência, vão continuar recebendo o Bolsa-Família e vou manter o nome.'' (C.O.)

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