Maceiócia Folha) - O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, em visita a Alagoas, classificou como ‘‘trololó eleitoral’’ e ‘‘tititi’’ as acusações de corrupção envolvendo o empresário Ricardo Sérgio de Oliveira, seu ex-caixa de campanha, e de ter mantido um suposto caixa-dois na campanha eleitoral de 1994.
Reportagem publicada neste final de semana pela ‘‘Veja’’ afirma que Ricardo Sérgio, ex-diretor do Banco do Brasil, cobrou do empresário Benjamin Steinbruch uma comissão de R$ 15 milhões pela ajuda na formação do consórcio vitorioso na privatização da Companhia Vale do Rio Doce, em 1997.
Na chegada em Maceió, Serra afirmou que as acusações do caso Vale eram ‘‘trololó eleitoral’’. Em entrevista entre um evento e outro em Arapiraca, Serra novamente se defendeu: ‘‘É tititi, é casca de banana jogada aqui e acolᒒ.
O pré-candidato tucano afirmou que uma CPI para apurar suposta propina na privatização da Companhia Vale do Rio Doce ‘‘não faz sentido, mas a oposição tem seu direito de pedir’’.
‘‘Não temo desgaste porque não tenho nada a ver com isso’’, disse, e defendeu a investigação ‘‘se houver algum sentido’’.
No domingo, Serra considerou ser ‘‘maluca’’ a acusação de que recebera R$ 2 milhões para sua campanha ao Senado, em 1994, mas só registrara o recebimento de R$ 95 mil, segundo reportagem da revista ‘‘Veja’’.

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