Moisés Lourenço é um dos candidatos da reserva de Apucaraninha, em Tamarana. Ao contrário de Lourival de Oliveira, o outro candidato, ele não tem nenhuma intimidade com o mundo da política. É o típico índio kaingangue puro. No primeiro contato com a Folha, Moisés teve dificuldade de lembrar o nome de seu partido, o PSC. Ele disse que sua proposta é dizer aos demais colegas índios que quer ‘‘trabalhar bem’’. ‘‘Muitos pensam que eu sou novo e que não sei das coisas que acontecem fora daqui, mas o povo precisa escolher aquele que quer trabalhar. Eu primeiro penso em Deus’’.
Sobre o que falta na reserva, Moisés levanta duas questões importantes: em primeiro lugar, a falta de moradias. ‘‘Grande parte de nossas casas ainda é de sapé. Isso precisa mudar, índio agora quer conforto’’, argumenta. O segundo ponto, é a melhoria da educação. ‘‘Além das crianças, os adultos também precisam de educação para poder compreender melhor as coisas aí fora’’.
Ele acredita que precisará de R$ 3 mil para fazer sua campanha. Mas como não tem o dinheiro, fez o seguinte apelo: ‘‘Coloca no jornal que meu celular é 9995-4650. Quem me ajudar agora eu prometo ajudar na próxima campanha’’. (E.A.)

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