Conhecido na campanha eleitoral passada como o candidato que empunhava a arma que é sobrenome, o advogado Vilson Machado agora se coloca como o candidato que colocará fim ao continuísmo, ao ''saco de batatas podres''. Crítico da composição atual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Londrina, Machado é o terceiro presidenciável da sigla nas eleições marcadas para 18 de setembro.
Funcionário do Governo do Paraná pela Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), Machado concorre ao cargo de presidente do PT local, como candidato da chapa que tem também o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv), Marcelo Urbaneja, como opção. A disputa do pleito, explica, independe dessa situação. ''Estou inscrito na chapa do Marcelo, mas temos pontos de vista bastante diferentes sobre a condução do partido'', garantiu.
Machado é ácido com a atual diretoria da Executiva, a qual ele acusa de minar o diálogo com a militância. ''Essas batatas podres da Unidade na Luta (na qual está Jacks Dias, presidente local do PT) estragaram o partido, o descaracterizaram e quase zeraram a prticipação dos militantes que não são diretoria. Sou membro do conselho fiscal, por exemplo, e a última vez em que vi as contas do partido foi no início de 2002''. O advogado é filiado desde 1986.
Questinado se acredita na existência do caixa 2 na campanha petista, denunciado pela ex-assessora financeira Soraya Garcia, Machado admitiu que sim, mesmo tendo sido ele candidato a vereador e, pela denúncia, um dos 80 pleiteantes à Câmara beneficiados pela verba. ''Estou certo de que houve (caixa 2), pois foi uma campanha caríssima e de grandes concentrações. Mas só recebi 50 mil santinhos do meu nome e uma ajuda de cinco tanques de combustível'', lembra, referindo-se ao combustível que teria sido doado pela campanha. ''Eu pegava as requisições no (edifício) Twin Towers com a Soraya. Fora isso, uma vez o Jacks me ofereceu R$ 1 mil. Cobrei-o duas semanas depois, no fim do primeiro turno, mas ele disse que um dinheiro que estava para chegar não chegou'', concluiu.
Dias negou a oferta e reafirmou que o material gráfico foi a única forma de apoio aos candidatos a vereador. ''Jamais ofereci dinheiro a ele'', declarou. E combustível? ''Não lembro. Mas material de mídia (já produzido) pode ser, sim, que a gente tenha distribuído a eles'', resumiu.

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