Candidato minimiza relações anteriores com Fernando Collor
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de julho de 2002
Agência Folha 
Rio de Janeiro - O candidato à Presidência da República pela Frente Trabalhista (PPS-PDT-PTB), Ciro Gomes, afirmou ontem, no Rio de Janeiro, que as pessoas não podem ser julgadas e criticadas por envolvimentos com o governo de Fernando Collor de Mello (1990-92).
''Tem dezenas de brasileiros que a gente não deprecia pelo mero fato de ter tido uma relação com um governo no passado'', disse o candidato. Para ele, não há nenhum problema na dívida que seu coordenador de campanha, o deputado federal José Carlos Martinez (PTB-PR), tem com a família de Paulo César Farias - o PC Farias, tesoureiro da campanha de Collor - assassinado em 1996.
Segundo Ciro, ''trata-se de uma negociação particular, entre pessoas físicas, que não tem nada de ilegal''. O candidato lembrou ainda de pessoas que apóiam o candidato José Serra (PSDB) e fazem parte do atual governo, como o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, e o Ministro da Fazenda, Pedro Malan, que trabalharam no governo durante o mandato de Collor.
Na última semana, a campanha de Serra intensificou, especialmente por meio de seu site (www.joseserra.org.br), os ataques a Ciro, tentando compará-lo a Fernando Collor, hoje candidato ao governo de Alagoas pelo PRTB.
Ciro, que ontem se reuniu com a coordenação da Frente Trabalhista (PPS-PDT-PTB) no Rio, na casa do ex-governador fluminense Leonel Brizola, elogiou a proposta do PT, anunciada ontem por Lula, de aumentar em 20% o salário mínimo. Segundo ele, porém, o partido precisa explicar como pretende cumprir essa promessa.


