Candidato FHC não fala sobre crise internacional na campanha
O comitê eleitoral do presidente-candidato Fernando Henrique Cardoso vai manter a crise financeira internacional longe da campanha enquanto os seus efeitos não se manifestarem na vida dos eleitores. Para o comando da campanha de FHC, grande parte da população não está preocupada com a crise das bolsas porque ela não se refletiu nos preços de produtos e de serviços básicos.
A crise não preocupa os eleitores, apenas quem aplica nas bolsas, afirmou ontem o coordenador político da campanha, Euclides Scalco. Ele disse que as pessoas que telefonam para a central de atendimento do comitê não perguntam sobre crise.
Scalco afirmou que FHC só vai falar sobre crise das bolsas na condição de presidente da República. Como presidente, ele está fazendo o seu papel. A crise não entra na campanha. Quem esclarece questões econômicas é a equipe econômica e o presidente, disse.
Segundo Scalco, a crise não será tratada no programa eleitoral de FHC na televisão e no rádio nem mesmo para responder a críticas dos adversários no horário gratuito. Não vamos criar uma catástrofe em torno disso,
afirmou.
Para Scalco, o comando da campanha definiu uma proposta de programa e não vai alterá-la, a não ser que as pesquisas de avaliação demonstrem a necessidade de uma mudança de rumo. Não vamos ser pautados pelos outros, disse, referindo-se à oposição.
O coordenador político da campanha de FHC desdenhou das declarações de David Folkerts-Landau, do Deutsche Bank (o maior banco europeu), sobre a possibilidade de o Brasil dar um calote em sua dívida. A opinião de Landau derrubou os preços dos papéis da dívida externa brasileira. O que ele disse ontem (anteontem), desmentiu hoje (ontem). Isso prova que ele não merece credibilidade, afirmou Scalco.Dida SampaioSem receiosFernando Henrique, ontem em Brasília: no seu papelLuiza Damé
Agência Folha





