Candidato faz 3 mil votos e não se elege
A votação foi expressiva: 3.295 votos, sendo o 11º candidato a vereador mais votado em Londrina. Mesmo assim, padre Manoel Joaquim (PPS) não conseguiu se eleger. A legislação vincula as vagas na Câmara ao quociente eleitoral (votos válidos divididos pelo número de cadeiras). Nessas eleições o quociente foi de 14.542 votos. O PPS conseguiu 12.854 votos.
''O único culpado fui eu porque não soube articular'', declarou padre Manoel ontem. Ele apontou que o PPS não deveria ter ficado sozinho, mas se unido a outro partido, o que com certeza o teria elegido e talvez até mais um candidato. ''Tive uma preocupação de preservar o partido, blindá-lo de coligações com partidos que não fossem idôneos. Mas é uma preocupação puritana em relação à política'', reconheceu. Padre Manoel observou que a saída de um companheiro de legenda levou embora os votos que faltaram: 1.688. ''Tivemos a perda de um companheiro, o Danilo Frisseli, que abandonou a disputa e foi apoiar o Sidney de Souza (PTB)'', argumentou.
Apesar da decepção, Manoel Joaquim não se considera derrotado. ''Me sinto frustrado por não ter sabido articular direito. A gente tem que dominar as técnicas na política'', ponderou. Há dois anos ele se candidatou a deputado estadual, teve mais de 17 mil votos, mas pela mesma questão do quociente eleitoral não conquistou o cargo.
Manoel Joaquim ainda não definiu se irá continuar na disputa por cargos políticos eletivos. ''Vou refletir seriamente se devo continuar ligado à política ou fazer aquilo que sempre gostei que é ser padre'', salientou. Ele completou que pode ajudar nos bastidores, organizando o partido sem necessariamente ser candidato. Mas ainda não há nada definido. Decidido mesmo está o posicionamento para o segundo turno. ''O partido vai decidir, mas o padre vai anular o voto. É um direito democrático de quem não concorda com nem um nem outro. Para mim os dois são ruins'', criticou. (F.B.)





