O candidato do Partido Verde (PV) ao governo do Paraná, Antonio Jorge Melo Viana, começou ontem pelas regiões Norte e Noroeste do Estado a peregrinação para difundir a plataforma de campanha. Sem coligação com outros partidos, a sigla sai com 100 nomes entre as candidaturas majoritária e proporcional pela qual, em Londrina e região, são seis na disputa à Câmara, à Assembléia e a vice-governador.
Viana se encontrou com correligionários e candidatos ontem de manhã, em um hotel de Londrina, e à tarde visitou a Redação da Folha antes de partir para Cambé e Umuarama (Noroeste), onde a a campanha seria oficialmente iniciada. Natural de Vitória da Conquista (BA) e um dos fundadores do PV no Paraná, há quase 20 anos, o servidor público federal pelo Banco Central (BC) apresentou a vice na chapa, a promotora de eventos Édna Belini, de Lupionópolis (105 km ao norte de Londrina), e alguns dos planos para chefiar o Palácio Iguaçu pelos próximos quatro anos.
Com teto de gastos de campanha registrado em R$ 250 mil, a campanha do PV paranaense, segundo o candidato, deve se pautar pela apresentação de um novo modelo de gestão administrativa. Na prática, isso se traduziria na transformação da máquina atual em secretarias de Estado diferenciadas: oito de ''áreas fins, de atuação social direta'', e duas de ''áreas-meio, de caráter essencialmente administrativo''. Seriam as secretarias estaduais de Meio Ambiente, da Paz, da Cidadania, do Saber, da Geração de Riqueza e de Bem Estar Social (secretarias fins), além da Governadoria e da Gestão Pública, ambas subdivididas e, promete Viana, a última provida apenas por servidores de carreira e de natureza técnica.
Pontos-chave da atual campanha no Paraná, a segurança pública e a exploração das rodovias pelas concessionárias de pegágio foram pontos destacados ontem na entrevista com o candidato. Para o pedágio, avaliou, não há como fazer promessa de extinção da cobrança, ''uma vez que isso está estabelecido em contrato e vale por pelo menos mais 12 anos. O jeito é dialogar com as empresas e ambos, concessionárias e Estado, cederem em parte naquilo que precisa. Todo contrato pode ser refeito'', pontuou.
Para a segurança, Melo Viana propõe investimentos no ''resgate da cidadania'', a médio e curto prazos, e providências mais diretas com a utilização do Exército para conter ondas de violência. ''É preciso colocar à disposição do Estado essa repressão, e tornar frequentes, senão permanentes, operações de policiamento ostensivo'', opinou. Mesmo assim, ele acredita que segurança também é responsabilidade dos municípios - ''com medidas de ordem pública, como, por exemplo, o fechamento de bares em horários diferenciados. Se em Bogotá (Colômbia) adiantou, no Paraná não seria diferente'', concluiu Viana.

mockup